Soja de Mato Grosso do Sul tem o menor volume de exportação em junho desde 2013

Exportação de milho também apresentou queda
| 11/07/2022
- 11:24
Colheita de soja em Mato Grosso do Sul
Colheita de soja em Mato Grosso do Sul - Foto: Arquivo Midiamax

A exportação de teve o menor volume no mês de junho em Mato Grosso do Sul desde 2013, segundo dados da Aprosoja/MS (Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul). O volume de soja exportado no período foi de 281 mil toneladas, representando o valor de U$$ 180 milhões.

Historicamente, o volume exportado em junho é o menor desde 2013. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior o volume foi 57,6% menor, com redução de 39% no valor monetário. O destino da maior parte da soja sul-mato-grossense foi a China, com 78,5%; seguido da Argentina, com 8,8%; Coreia do Sul, com 5,6% e Tailândia, com 2%.  

A exportação de milho movimentou mais de U$$ 17 milhões, com volume de 48 mil toneladas.  No mesmo período de 2021, não houve exportação do grão.

Em comparação a junho de 2019, ano com maior volume exportado em função da safra recorde, o estado apresenta redução de apenas 6,8%. Irã é o maior comprador, com 50,2%; seguido da , com 41,9% e de Portugal, com 7,6%. 

No Brasil, o volume de soja exportando em junho foi superior a 10 milhões de toneladas, equivalente a U$$ 6,3 bilhões. Quando comparado ao mesmo período de 2021, o volume exportado apresentou redução de 9%, contudo, o valor monetário foi 19% superior em 2022. O principal destino da soja brasileira continua sendo a China, com 65%; seguido da Tailândia, com 4,2%; de Bangladesh, com 3,9%; Espanha e Países Baixos ambos com 3,2% cada, e Turquia, com 3%. 

A exportação de milho no período contabilizou U$$ 338 milhões, com volume superior a 1 milhão de toneladas. Quando comparado com 2021, o volume apresentou aumento de 12 vezes, e o valor monetário bateu o recorde de 2019. O grão é destinado ao Irã, com 27% do volume; a Espanha, com 22%; ao Egito, com 15%; a Colômbia, com 10%; a Portugal, Vietnã e Venezuela, com 4% cada e a Arábia Saudita e Malásia, com 3% cada. 

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