Cotidiano / Economia

Vilão do seu bolso: alta dos combustíveis afeta de preço de alimentos a custo da energia elétrica

Somente este ano, a gasolina teve alta de 43% e o diesel já subiu 36,6% nos postos

Gabriel Maymone Publicado em 04/05/2021, às 14h00

Impacto do preço dos combustíveis vai além do custo para encher o tanque do carro
Impacto do preço dos combustíveis vai além do custo para encher o tanque do carro - Leonardo de França / Midiamax

O consumidor acompanha pelas notícias a sequência de altas no preço dos combustíveis, que afeta a todos de alguma forma. Desde janeiro, a Petrobras já elevou o preço da gasolina nas refinarias em 43%. No caso do diesel, a alta acumulada chega a 36,6%, segundo dados da estatal.

Os mais impactados são pessoas que trabalham rodando com veículos como motoristas de aplicativo por exemplo. Para se ter uma ideia, para encher o tanque de um carro com 50 litros, um motorista campo-grandense desembolsa R$ 276 de gasolina – considerando o preço médio de R$ 5,53 conforme levantamento mais recente da ANP (Agência Nacional do Petróleo). Enquanto que em janeiro seriam necessários R$ 235.

Quem roda como motorista de aplicativo vê o lucro minar com a alta da gasolina, que é fundamental para exercer seu trabalho. Além disso, quem precisa utilizar o carro para se deslocar ao trabalho amarga a desvalorização do salário tendo que desembolsar quantias cada vez maiores para abastecer o carro.

E se engana quem pensa que a alta impacta somente quem tem carro ou moto. O usuário do transporte coletivo também arca com a alta, já que é um gasto que as empresas de ônibus têm e precisam ser colocadas no reajuste anual. O último foi antes da sequência de altas, em dezembro de 2020. Assim, a previsão é de que o próximo reajuste, em novembro, deve constar reflexos da alta. Atualmente, a tarifa está em R$ 4,20.

Efeito dominó

Até mesmo que está trabalhando de home office é impactado. Isso porque a alta no preço do diesel, por exemplo, influencia diretamente no valor do frete, que é adicionado ao preço dos produtos. 

Isso porque a logística do transporte brasileiro é predominantemente rodoviário, que segundo estimativas da CNT (Confederação Nacional de Transportes), mais de 60% das cargas brasileiras passa por rodovias.

Com a alta do frete, o preço de tudo que vai à mesa do brasileiro, pois o custo com transporte tem um peso considerável nesses itens.

Até no custo da energia elétrica a alta dos combustíveis impacta, pois o diesel é o combustível usado em parte das termelétricas que geram energia no país.

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