Cotidiano / Economia

Transporte, combustível e alimentação batem recorde de inflação em Campo Grande em março deste ano

Pesquisa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo indica que itens encareceram durante pandemia

Karina Campos Publicado em 09/04/2021, às 11h20 - Atualizado às 11h25

Alta no preço da gasolina impactou na inflação de Campo Grande
Alta no preço da gasolina impactou na inflação de Campo Grande - (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica) divulgou, nesta sexta-feira (9), a pesquisa de preço de itens de uso básico de moradores. Em março deste ano, transporte, combustível e alimentação batem recorde de alta em Campo Grande.

Conforme o balanço, em 12 meses, a Capital registrou aumento e encarecimento em nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta no último mês. Os Transportes tiveram a maior variação, de 4,47%, após já terem registrado alta de 2,85% em fevereiro, ou seja, o aumento é de 0,96%.

Em segundo lugar, ficou a categoria de vestuário, com alta de 0,95% e impacto de 0,04%. Já a habitação vem em seguida com alta de 0,66% e impacto de 0,09 pontos.

O setor que continua sofrendo impactos é o da alimentação e bebidas, com queda de 0,96%. A categoria segue em desaceleração desde novembro, com variações de 1,82%, 2,74%, 2,70%, 0,63% e -0,33% em novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, respectivamente. A alimentação no domicílio apresentou queda de 1,26%, com quedas nos pedidos de lanche (-1,79%) e da cerveja (-0,98%) e a alta de refeição (0,69%).

Por outro, houve recuo nos preços do tomate (-25,50%), da batata-inglesa (-18,66%), do arroz (-4,5%) e do óleo de soja (-2,07%). Por outro lado, os ovos de galinha (7,02%) seguem em alta.

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(Divulgação)

Os condutores que precisam de combustível também continuam sendo impactados no aumento constantes de reajuste. O etanol registrou aumento de 17,58% e a gasolina 11,5%, as maiores altas do grupo. Esta, que já havia subido 6,4% em fevereiro de 2021, acumulou aumento de 21,51% no ano e 26,26% em 12 meses.

Considerando o papel da gasolina no consumo do país, as posições na influência gerada no índice se invertem e a gasolina eleva os números em 0,89 pontos, enquanto o etanol, em 0,045 pontos. Completando o trio de combustíveis, Óleo diesel (5,41%) foi o 3° subitem que mais subiu (7,27%), gerando impacto de 0,020 pontos.

Na outra ponta está o subitem transporte por aplicativo (-3,49%), com impacto de -0,007p.p. Ficando o maior impacto negativo para o subitem automóvel novo (-1,25%) e impacto de -0,032%.

Habitação foi o terceiro grupo que mais gerou impacto, que em fevereiro recuou para 0,54% em março teve leve aumento, 0,66%. Os maiores impactos vieram dos subitens mudança (7,94%), gás de botijão (4,25%) e detergente (1,14%). A alta nesse grupo se deve, principalmente, ao gás de botijão que acumula alta de 20,34% nos últimos 12 meses, e 13,08% no acumulado do ano.

Jornal Midiamax