Cotidiano / Economia

Preço da gasolina sobe 20% e etanol 30% nos 4 primeiros meses de 2021 em MS, indica ANP

Consumidor viu disparada nos preços dos combustíveis este ano

Gabriel Maymone Publicado em 29/05/2021, às 08h27

Abastecer veículo está cada vez mais caro
Abastecer veículo está cada vez mais caro - Leonardo de França / Midiamax

As famílias sul-mato-grossenses sentiram no bolso os reflexos da crise gerada pela pandemia do coronavírus no início de 2021. Um dos itens que mais impacta no orçamento doméstico é o combustível. Somente nos 4 primeiros meses do ano, a gasolina comum subiu 20% e o etanol teve alta de 30%, conforme levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo).

De acordo com os ddos coletados em postos de todo o Estado, o preço médio da gasolina comum estava em R$ 4,73 no mês de janeiro e saltou para R$ 5,04 no mês seguinte. Em março teve novo avanço e custava R$ 5,60. Recuou para R$ 5,57 em abril e, por fim, fecha o mês de maio na faixa de R$ 5,68, podendo chegar a R$ 6,19 em Corumbá.

Para se ter uma ideia, há um ano, a gasolina era encontrada, em média, por R$ 3,91 no Estado. Assim, nesse período, o preço nas bombas subiu 45,2%. Na época, alguns postos comercializavam o combubstível por até R$ 3,73, conforme os dados da ANP.

Já o etanol apresentou alta de 30% somente nos primeiros 4 meses de 2021. O valor médio praticado em janeiro pelos postos de combustíveis de MS era de R$ 3,37. Em maio, o biocombustível é encontrado por R$ 4,40, em média, podendo chegar a R$ 5,02.

De um ano para cá, o preço aumentou 44%, passando de R$ 3,05 para os atuais R$ 4,40. Na época, alguns postos ainda vendiam o etanol por R$ 2,67.

Com o período de colheita da cana de açúcar e produção de álcool geralmente dentro do intervalo de abril e dezembro, o preço do etanol deveria estar em queda agora, mas não é isso que está acontecendo. Isso ocorre devido à estiagem que ocorreu no verão, com volume de chuvas bem abaixo do esperado para a época. 

A partir de junho, o volume de etanol colocado no mercado deve aumentar e a tendência é de que os preços caiam. Entretanto, eles não vão voltar aos patamares do final do ano passado e início deste ano.

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