Cotidiano / Economia

Brasil já perdeu R$ 287,9 bilhões para o mercado da pirataria, aponta Fórum Nacional

Prejuízo bilionários aumenta gera prejuízos como o desemprego

Karina Campos Publicado em 12/04/2021, às 10h39 - Atualizado às 10h41

Cds piratas também chegam pela fronteira de MS
Cds piratas também chegam pela fronteira de MS - (Foto: Arquivo, Midiamax)

O Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade publicou, nesta segunda-feira (12), um levantamento de perdas de arrecadação para o mercado ilegal. Desde 2014 a 2020, estima que R$ 287,9 bilhões foram desviados para a pirataria.

Conforme o balanço, cerca de 15 setores industriais foram mais atingidos nos anos, sendo 46% para cigarros contrabandeados, pois 90% dos produtos chegam no Brasil e pelas fronteiras de Mato Grosso do Sul.

Comparado a 2019, a queda foi de 1,2% que registrou perda de R$ 291,4 bilhões. Os setores que têm no contrabando o principal componente da ilegalidade apresentaram queda ou permaneceram no mesmo patamar neste último ano, com exceção feita ao setor de aparelhos celulares onde houve aumento.

Um dos motivos da redução seria as medidas para frear a Covid-19, como barreiras no Paraguai, maior rota de contrabando. O cigarro, setor mais afetado pelo mercado ilegal, por exemplo, perdeu R$ 14,2 bilhões no ano passado. Em 2019 foram R$ 15,9 bilhões. Ainda assim, cerca de 63,4 bilhões de cigarros ilegais circulam no país, segundo o Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística).

“Devemos estar atentos para a retomada do mercado e fortalecer as medidas de combate ao ilegal incentivando o mercado legal que investe no país e gera empregos", disse o Edson Vismona, presidente do Fórum.

Por outro lado, outros setores registraram aumento de ilegalidade, como nos combustíveis, que de R$ 26 bilhões arrecadados, R$ 3 bilhões foram desviados para fraudes, sonegação, desvios de dutos e roubo.

Os 15 segmentos que mais sofrem fraudes são: vestuário; óculos; cigarro; TV por assinatura; higiene pessoal, perfumaria e cosméticos; bebidas alcoólicas; combustíveis; audiovisual; defensivos agrícolas; celulares; perfumes importados; material esportivo; brinquedos; software; e eletroeletrônicos.

Jornal Midiamax