Cotidiano / Economia

Número de endividados com contas atrasadas bate recorde histórico em Campo Grande

O número de campo-grandenses com contas atrasadas subiu em novembro e atingiu 112.547 pessoas, o maior já registrado. Os dados fazem parte de levantamento divulgado nesta segunda-feira (7) pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). O número geral de endividados teve alta de 2,5% este ano. Apesar do aumento, o mês […]

Gabriel Maymone Publicado em 07/12/2020, às 12h14

Imagem ilustrativa. (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)
Imagem ilustrativa. (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax) - Imagem ilustrativa. (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

O número de campo-grandenses com contas atrasadas subiu em novembro e atingiu 112.547 pessoas, o maior já registrado. Os dados fazem parte de levantamento divulgado nesta segunda-feira (7) pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

O número geral de endividados teve alta de 2,5% este ano. Apesar do aumento, o mês de novembro registrou queda de 1,2% em comparação ao mês anterior.

O cartão de crédito continua sendo o principal meio de endividamento, citado por 76,9% dos entrevistados, seguido dos carnês, financiamento de carro e crédito consignado, que superou o financiamento de casa. A pesquisa também aponta que o maior índice de endividados está entre os que recebem até 10 salários mínimos. Nesta faixa de renda, 64,6% informaram ter compromissos parcelados, enquanto entre os que estão em faixa de renda superior o índice é de 45,8%.

“Apesar da redução do número total de endividados, notamos que o número de famílias que não terão condições de pagar as contas aumentou um ponto percentual. Outro fator é o crescimento da contratação de crédito consignado, passando de 5,7% para 9% este mês. As pessoas estão recorrendo a contratações de empréstimos para quitar as contas, mas isso precisa ser feito de uma forma cautelosa, para não gerar um endividamento maior lá na frente”, alerta a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS, Daniela Dias.

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