Cotidiano / Economia

Em um ano, preço da cesta básica dispara 40% e fica R$ 167 mais cara em Campo Grande

O preço da cesta básica em Campo Grande subiu R$ 167 em um ano, uma alta de 39,57%, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (7) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). É a terceira maior alta entre as capitais pesquisadas. Assim, em novembro, o valor da cesta básica ficou em R$ 589,08. No […]

Gabriel Maymone Publicado em 07/12/2020, às 10h54 - Atualizado às 11h19

Imagem ilustrativa. (Foto: Tânia Rego / Agência Brasil)
Imagem ilustrativa. (Foto: Tânia Rego / Agência Brasil) - Imagem ilustrativa. (Foto: Tânia Rego / Agência Brasil)

O preço da cesta básica em Campo Grande subiu R$ 167 em um ano, uma alta de 39,57%, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (7) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). É a terceira maior alta entre as capitais pesquisadas.

Assim, em novembro, o valor da cesta básica ficou em R$ 589,08. No mesmo mês do ano passado, o conjunto de alimentos de necessidade básica custava R$ 422,06.

De outubro para novembro os preços dispararam 13,26% na capital sul-mato-grossense. A variação foi a segunda maior entre as capitais do país. Somente neste ano a alta foi de 30,88%. Para se ter uma ideia, em todo o ano de 2019, a alta foi de apenas 6,43%.

Em relação a outubro, os alimentos que apresentaram maior alta nos preços foram: batata (57,04%), banana (22,04%), carne bovina (11,88%), arroz (10,04%), óleo de soja (8,41%), açúcar cristal (5,94%), farinha de trigo (5,04%), manteiga (1,88%) e pão francês (1,76%).

Em um ano, preço da cesta básica dispara 40% e fica R$ 167 mais cara em Campo Grande

Já o leite integral teve redução de 3,36% no preço, a terceira consecutiva. Também ficaram mais baratos em novembro o feijão carioquinha (-1,48%) – pelo segundo mês seguido, e café em pó (-1,25%).

O documento do Dieese aponta que um trabalhador que ganha um salário mínimo de R$ 1.045 utiliza 60% do seu rendimento para adquirir alimentos de necessidade básica. Então, para uma família de 4 pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, a remuneração mínima deveria ser de R$ 5.289,53.

Jornal Midiamax