Cotidiano / Economia

Puxada pelos combustíveis, deflação teve maior índice em Campo Grande durante maio

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira (10), o balanço do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no mês de maio em Campo Grande e mostrou que houve uma deflação de -0,57% em relação ao mês de abril, o que colocou o índice como a maior deflação da cidade […]

Vinícius Costa Publicado em 10/06/2020, às 15h03 - Atualizado às 18h43

(Foto: Leonardo de França, Jornal Midiamax)
(Foto: Leonardo de França, Jornal Midiamax) - (Foto: Leonardo de França, Jornal Midiamax)

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira (10), o balanço do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no mês de maio em Campo Grande e mostrou que houve uma deflação de -0,57% em relação ao mês de abril, o que colocou o índice como a maior deflação da cidade desde 2014 com certa ‘ajuda’ dos combustíveis.

O IPCA pesquisou nove grupo de produtos e serviços considerados principais na cidade e cinco tiveram deflação em maio, com o maior impacto vindo através do setor de transporte, registrando uma queda de -2,51% nos serviços. Logo em seguida, o grupo do vestuário com -1,06%. Por outro lado, o grupo de artigos de residência com 0,87%, alimentação e bebidas com 0,11% foram os que mais apresentaram índices de inflação no mês.

No grupo dos alimentação, o repolho (-22,15%), tomate (-16,28%) e as frutas (-5,59%) foram os produtos que mais recuaram no mês de maio, contribuindo para que a alimentação no domicílio passasse de 1,44% para 0,31%. Na contramão da deflação, a batata-inglesa (38,8%), a cebola (36,8%), o arroz (4,89%) e o feijão carioca (2,32%) apresentaram aumento nos preços durante o mês. A carne também subiu, equivalente a 0,10%.

Desce a gasolina, mas sobe artigos domiciliares

A ajuda do grupo de transporte teve maior peso na deflação, segundo dados do IBGE. O subitem gasolina reduziu seus valores em -6,04%, maior impacto individual no mês (-0,41%). A maior queda dentre os subitens foi registrada pelas passagens aéreas (-34,54%), com impacto de (-0,09) no índice. Registraram quedas o etanol (-6,88%) e o óleo diesel (-7,49%). A contrapartida se deu pelos subitens automóvel usado e automóvel novo, que apresentaram aumento de 1,03%

A maior representatividade de inflação no mês de maio veio do grupo artigos para residência, que teve foi influenciado pela alta dos itens como TV, som e informática (2,79%), além do destaque para o subitem computador pessoal (5,12%). O item cama, mesa e banho (1,93%) também aumentou, com destaque para o subitem utensílios de vidro e louça (2,98%). Por outro lado, conserto de celular (-1,37%) e móvel para quarto (-1,09%) registraram variações negativas no IPCA de maio.

O grupo de vestuário teve queda (-1,06%), gerando impacto de -0,05% no índice. Os itens roupa feminina (- 1,76%) e roupa masculina (-1,69%) foram os que mais impactaram o índice (-0,023p.p. e -0,018p.p., respectivamente). Em sentido oposto, o item de maior aumento foi o de jóias e bijuterias (1,76%), com impacto de 0,007% no índice.

Na capital sul-mato-grossense, após recuo em abril (-0,16%), o grupo despesas pessoais desacelerou sua queda em maio (-0,04%). A variação mensal foi influenciada pelo recuo nos preços dos subitens tratamento de animais em clínica (-2,80), manicure (-1,33%) e bicicleta (-0,68%). No lado das altas, os destaques foram serviços de higiene para animais (1,96%), pacote turístico (0,94) e hospedagem (0,80%).

Jornal Midiamax