Cotidiano / Economia

Campo Grande encerra ciclo de 4 meses de retração e abre 669 vagas em julho

No ano, porém, saldo segue negativo em cerca de 5 mil postos de trabalho; em MS, Caged apontou 2,6 mil vagas criadas.

Humberto Marques Publicado em 22/08/2020, às 16h33 - Atualizado em 23/08/2020, às 10h41

Imagem ilustrativa. (Foto: Arquivo)
Imagem ilustrativa. (Foto: Arquivo) - Imagem ilustrativa. (Foto: Arquivo)

Após 4 meses de retração, o mercado de trabalho em Campo Grande registrou resultado positivo em julho, com a abertura de 669 postos de trabalho. Os dados foram divulgados pelo Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, e confirmaram mais um mês de abertura de vagas no Estado em um mês “surpreendente” em termos nacionais quanto às contratações.

Os dados de Campo Grande referentes a julho apontam o segundo melhor desempenho do ano no saldo entre admissões e demissões, e colocam fim a uma sequência de quatro meses de retração atribuída aos efeitos econômicos da pandemia de coronavírus. Ainda assim, o balanço do ano segue negativo, com 5 mil postos de trabalho fechados.

Em junho, conforme o Novo Caged, houve 6.258 admissões e 5.589 demissões nas empresas de Campo Grande, resultando no saldo positivo de 669 vagas de trabalho criadas. O estoque de empregos mensurado pela Secretaria Nacional do Trabalho e Emprego na Capital é de 192.584.

Os números mostram cerca de 1,2 mil admissões a mais que em junho, quando foram 5.056 contratações, e volume de desligamentos relativamente superiores (5.589 em julho contra 5.497 no mês anterior, que teve saldo negativo de 441).

Ainda assim, o acumulado do ano segue negativo, graças aos saldos negativos de 1.759 de maio, 4.434 em abril e 865 em março. Fevereiro teve saldo positivo de 1.486 vagas de trabalho e, em janeiro, foram criados 324 postos. No total, foram 45.014 admissões e 50.304 demissões em 2020, um saldo negativo de 5.020 vagas em Campo Grande.

Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo de 2.635 vagas em julho, aponta Caged

Já os números de Mato Grosso do Sul se mostram positivos por um período maior. Em julho, foram 16.251 contratações e 13.616 demissões, um saldo positivo de 2.635 vagas.

O desempenho ajudou a manter o saldo do ano positivo, com 118.148 vagas preenchidas e 116.587 dispensas (saldo de 1.561 vagas).

Em julho, o maior volume de contratações no Estado saiu da indústria de transformação, com 1.335 vagas preenchidas –ajudando a indústria geral a fechar com saldo favorável de 1.438 vagas. Na sequência, o campo de Comércio e de reparação de veículos realizou 943 admissões, e o setor de serviços, 556 (com destaque para as 450 vagas em Saúde Humama e Serviços Sociais).

O destaque negativo ficou com o campo Educação, com saldo negativo de 249 vagas, o de Alojamento e Alimentação (-304) e a atividade agropecuária –o campo Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura registrou o fechamento de 432 vagas, tratando-se de uma área sazonal.

Campo Grande e MS seguiram tendência nacional de abertura de postos de trabalho em julho

Em geral, os dados de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul seguiram a tendência nacional, com a criação de 131.010 vagas de trabalho no Brasil –1.043.650 contratações e 912.640 dispensas. O estoque de empregos formais no país é de 37.717.045.

Os dados foram considerados uma “notícia extraordinária” pelo ministro Paulo Guedes (Economia), por romperem os quatro meses de fechamento de vagas. Os dados superam até mesmo julho de 2019, quando houve criação de 43.820 empregos.

O saldo nacional ainda segue negativo, com a perda de 1.092.578 empregos –no mesmo período do ano passado, eram contabilizadas 461.411 vagas.

Todas as regiões brasileiras fecharam com saldo positivo em julho, com liderança do Sudeste (criação de 34.157 vagas). No Nordeste, foram 22.664 vagas criadas, 20.218 no Sul, 14.084 no Centro-Oeste e 13.297 no Norte.

Entre os Estados, São Paulo respondeu por 22.967 novas vagas, Minas Gerais por 15.843, e Santa Catarina, 10.044. Rio de Janeiro (-6.658), Sergipe (-804) e Amapá (-142) tiveram saldo negativo.

Nacionalmente, também houve 14.243 contratações e 7.298 demissões na modalidade de trabalho intermitente (conforme demanda), com 86 empregados assinando mais de um contrato nessas condições. A jornada de tempo parcial, por sua vez, registrou 7.537 admissões e 12.890 desligamentos, com 32 trabalhadores registrando mais de um contato. O saldo negativo foi de 5.353 vagas.

Jornal Midiamax