Cotidiano / Economia

Campo Grande é segunda capital que famílias mais perderam renda mensal no país

As famílias campo-grandenses perderam, em média, 9,93% da renda mensal no primeiro semestre do ano, conforme pesquisa da Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Assim, Campo Grande é a segunda capital do país com maior perda, atrás apenas de Vitória, com queda de 12,14%. Em terceiro está […]

Gabriel Maymone Publicado em 06/12/2020, às 16h01 - Atualizado em 07/12/2020, às 08h15

Pandemia fez famílias de Campo Grande perderem renda mensal. (Foto: Leonardo de França, Midiamax)
Pandemia fez famílias de Campo Grande perderem renda mensal. (Foto: Leonardo de França, Midiamax) - Pandemia fez famílias de Campo Grande perderem renda mensal. (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

As famílias campo-grandenses perderam, em média, 9,93% da renda mensal no primeiro semestre do ano, conforme pesquisa da Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Assim, Campo Grande é a segunda capital do país com maior perda, atrás apenas de Vitória, com queda de 12,14%. Em terceiro está Porto Alegre (-7,51%).

Os dados fazem parte da radiografia dos endividados, que mostrou o aumento no número de inadimplentes pelo país. Logo, o número de famílias endividadas cresceu 6 vezes nos primeiros seis meses de 2020, em meio a pandemia, se comparado com o mesmo período do ano anterior.

Segundo os dados, 67,4% das famílias brasileiras vivendo em capitais estavam endividadas no final do primeiro semestre – número que era de 64,1% em 2019.

A pesquisa da FecomercioSP considera como endividadas todas aquelas famílias que precisaram recorrer a algum crédito a prazo para compensar pagamentos imediatos à vista, como empréstimos formais e informais e alguns tipos de financiamentos, como os de automóveis.

No total, cerca de 34,2 milhões de brasileiros estão dentro do grupo de impactados por dívidas no primeiro semestre, dos quais 13,3 milhões deles são de lares cujas contas estavam atrasadas.

Esta realidade fica ainda mais complexa levando em conta famílias que dizem ter alguma dívida em atraso: crescimento de 9,9% em comparação ao final do primeiro semestre de 2019. Considerando, da mesma forma, que o número de famílias aumentou 0,8% no período, é possível dizer que o volume de lares com contas atrasadas cresceu em uma velocidade 11 vezes maior do que o aumento populacional nos seis primeiros meses do ano, o mesmo período do auge do coronavírus no Brasil.

Jornal Midiamax