Cotidiano / Economia

Safra do milho pode ter produtividade 28% menor devido à falta de chuvas em MS

A falta de chuva entre os meses de março e abril pode encolher em 38% a produção do milho em Mato Grosso do Sul neste ano. A planta estava em desenvolvimento nos dois meses e a expectativa é de que a produção total chegue a 7 milhões de toneladas.

Mylena Rocha Publicado em 03/06/2018, às 10h35 - Atualizado às 10h42

Foto: Semagro
Foto: Semagro - Foto: Semagro

A falta de chuva entre os meses de março e abril pode encolher em 38% a produção do milho em Mato Grosso do Sul neste ano. A planta estava em desenvolvimento nos dois meses e a expectativa é de que a produção total chegue a 7 milhões de toneladas.

Os dados são do relatório de acompanhamento do Siga (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio). Com base nos dados do sistema, a projeção é de uma produtividade de 69 sacas de milho por hectare no Mato Grosso do Sul, um total de 7,038 milhões de toneladas. A área ocupada pela cultura do milho foi de 1,7 milhão de hectares no estado, menor do que no ano passado (1,8 milhão de hectare).

No ano passado, a produtividade foi maior: atingiu 99,3 sacas por hectare devido às chuvas regulares e teve safra recorde, com 9,8 milhões de toneladas. Segundo a Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), a colheita ainda está no início, mas os dados que chegam confirmam queda na produtividade. Em alguns municípios mais afetados pela estiagem, como Amambai, a quebra pode chegar a 40%.

O secretário da Semagro, Jaime Verruck, observa que a falta de chuvas ocorreu no período crucial para a formação dos grãos. Conforme dados do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), o índice acumulado de chuvas em abril do ano passado foi de 2.987 milímetros, em todo Estado, contra 972,6 milímetros deste ano.

De acordo com a Secretaria, outro problema foi o plantio tardio da cultura por conta do adiamento da colheita da soja, dessa vez por excesso de chuvas. Isso obrigou os produtores a plantar o milho em datas diferentes. “Hoje temos algumas lavouras já sendo colhidas e outras em fase de crescimento”, observou Verruck.

Números de abril do LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola) projetam safra de 8,6 milhões de toneladas, quebra de apenas 9% em relação ao volume colhido no ano passado. Apesar da queda na produção, o produtor pode não sofrer impacto no faturamento porque o milho apresenta forte valorização nos últimos meses. Segundo dados da Semagro, a saca de 60 quilos, que foi negociada entre R$ 18,00 e R$ 20,00 na safra passada, está cotada a R$ 34,00 nesta safra, alta de 47% que pode compensar a quebra na produtividade.

(Com informações da Semagro)

Jornal Midiamax