Cotidiano / Economia

Entidade promete nova paralisação dos caminhoneiros

A UDC (União dos Caminhoneiros do Brasil) avalia uma nova paralisação da categoria, sem prazo determinado, para o próximo domingo (09). O grupo argumenta pela falta de compromisso por parte do governo federal em cumprir com o acordo assumido na paralisação de maio. O acordo circula acerca da divulgação dos pontos de fiscalização e dos […]

Egina Becker Publicado em 03/09/2018, às 14h57 - Atualizado às 15h19

Na Capital de MS, paralisação se concentrou no Posto Caravaggio em maio de 2018 | Foto: Marcos Ermínio | arquivo Midiamax
Na Capital de MS, paralisação se concentrou no Posto Caravaggio em maio de 2018 | Foto: Marcos Ermínio | arquivo Midiamax - Na Capital de MS, paralisação se concentrou no Posto Caravaggio em maio de 2018 | Foto: Marcos Ermínio | arquivo Midiamax

A UDC (União dos Caminhoneiros do Brasil) avalia uma nova paralisação da categoria, sem prazo determinado, para o próximo domingo (09). O grupo argumenta pela falta de compromisso por parte do governo federal em cumprir com o acordo assumido na paralisação de maio.

O acordo circula acerca da divulgação dos pontos de fiscalização e dos valores mínimos para o frete rodoviário. A categoria afirma que as medidas deveriam ser tomadas pela ANTT (Agência de Transporte Terrestre).

Entidade promete nova paralisação dos caminhoneirosEm comunicado oficial, a UDC informa que “a falta de fiscalização e atitudes práticas da parte do órgão fiscalizador tem trazido enormes prejuízos aos caminhoneiros autônomos do Brasil, o desrespeito descarado das empresas transportadoras que não estão obedecendo a lei”.

O grupo pede atenção do governo federal para que cumpra o acordo feito no mês de maio, imediatamente, bem como a dissolução da atual diretoria da ANTT. Além destas exigências, a entidade pede revisão da última medida anunciada pela Petrobras na última sexta-feira (31), sobre a elevação dos preços para comercialização do diesel pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), acarretando aumento de 13% do valor nas refinarias.

Consequências

Vale lembrar que as consequências da última paralisação afetaram várias regiões do país e, em algumas, provocou carência no abastecimento de alimentos e muita confusão. A estimativa pelo governo do prejuízo econômico gerado pela última paralisação chega a R$ 15,9 bilhões.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou no dia 31 o avanço de 0,2% do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre do ano, refletindo a baixa econômica pelo país.

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