Inadimplência em Campo Grande aumenta 3,1% em relação a 2017

Os números da inadimplência em Campo Grande apresentou queda de 0,4% em março de 2018, comparado ao mês anterior, de acordo com os dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).
| 10/05/2018
- 16:21
Inadimplência em Campo Grande aumenta 3,1% em relação a 2017

O número de inadimplentes em Campo Grande apresentou queda de 0,4% em março de 2018, comparado ao mês anterior, de acordo com os dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Todavia, no resultado acumulado – que soma de janeiro a março deste ano – foi percebido avanço de 0,1%. Em relação aos últimos 12 meses, a inadimplência aumentou 3,1%.

Os números da Capital acompanham o de Mato Grosso do Sul, mas contrastam com os nacionais. Em MS, o acumulado de 2018 cresceu 0,4% e o dos últimos 12 meses se igualou aos 3,1% da Capital. Porém, na região Centro-Oeste e no País, a inadimplência nos últimos 12 meses apresentou queda de 7,3% e 5,2%, respectivamente.

Já a recuperação de crédito do consumidor traz indicadores positivos: campo-grandenses que estão conseguindo se manter no azul tiveram aumento de 1,1% na comparação mensal de março contra o mês anterior. No resultado acumulado de 2018, a recuperação cresceu 1,6%, enquanto na variação interanual (mesmo mês do ano anterior) o indicador cresceu 10,0%.

Outras pesquisas

Dados da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), apurada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) também mostram que as famílias campo-grandenses estão menos endividadas. Os resultados de abril, que indicam 54,6% das famílias endividadas, revelam leve queda em relação a março, cujo índice foi de 55,3%. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando o índice foi de 60,3%, a redução foi maior em março.

Mesmo com a redução Campo Grande ainda tem 166.750 famílias endividadas, o índice de endividamento leva em consideração dívidas como cheques pré-datados, cartões de crédito, carnês de lojas, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros. Apesar da pequena redução, cerca de 36,9% das famílias campo-grandenses endividadas não terão condições de quitar suas dívidas no próximo mês.

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