Cotidiano / Economia

FCO tem R$ 2,2 bi, mas mudanças devem afetar contratações pelos empresários

Perspectivas para setor rural são boas

Tatiana Marin Publicado em 25/01/2018, às 12h44

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Perspectivas para setor rural são boas

Os recursos disponíveis do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) para Mato Grosso do Sul chegam a R$ 2,2 bilhões, porém o setor empresarial terá empecilhos para contratações. Já o setor rural tem boas perspectivas e conta, em janeiro,  com R$ 80 milhões que foram liberados na primeira reunião do Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis realizada nesta quarta-feira (24).

Em relação às contratações do fundo pelos empresários, o Governo do Estado acredita que, com a entrada em vigor da TLP (Taxa de Longo Prazo) – que será anunciada mensalmente pelo Banco Central – os empresários fiquem temerosos quanto à contratação de recursos.

O Governo do Estado por meio da Semagro, já havia se manifestado contra a mudança da taxa por acreditar que 2018 ainda é um ano de recuperação e a decisão pode comprometer a aplicação de recursos.

“A Semagro está pedindo a reversão da TLP, já conversamos com deputados e Governo Federal e estamos pedindo pressão das entidades para que se mantenha em 2018 a taxa fixa no FCO visto que o problema também vai surgir no rural em julho, quando há a mudança da taxa do setor”, destacou o secretário.

O adiantamento das contratações para o agronegócio é uma solução que a Semagro e o Bando do Brasil enxergam para minimizar o problema durante o ano. “Num momento de crise, quando temos uma retomada da contratação esse posicionamento unilateral do Ministério da Fazenda, mostra que eles estão tratando o FCO como uma linha de financiamento tradicional e básica sem olhar que é uma linha de fomento de desenvolvimento. Mais uma vez o Governo Federal olha para o caixa e não olha para o desenvolvimento”, finaliza Jaime Verruck.

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TLP

A TLP que já valia para empréstimos do BNDES, passou a reger as contratações dos fundos constitucionais desde janeiro. O índice é composto pela variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e pela taxa de juros prefixadas na NTN-B (Notas do Tesouro Nacional) vigente na hora da contração da linha de crédito, conforme noticiado pelo Estadão.

A taxa aplicada anteriormente era a a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo),  definida a cada três meses com base na meta da inflação para o ano. Na prática, a TLP terá os mesmos patamares que a TJLP, mas com o tempo o índice deverá se igualar aos juros de mercado.

Setor rural

O montante de R$ 80 milhões já liberados na reunião do Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis para os produtores rurais representam um recorde para o mês, segundo Verruck.

“Não tivemos em nenhum momento de janeiro um volume de recursos dessa ordem, mostrando que o setor vai ter um desempenho positivo ao longo do ano”, avalia o secretário.

Outra notícia anuncia boas perspectivas para o setor. Além do valor já liberado, outros R$ 100 milhões já estão sendo analisados pela equipe.

Jornal Midiamax