Cotidiano / Economia

Dólar tem maior queda em 9 anos e fecha a R$ 3,70

Após três altas seguidas, o dólar fechou 5,6% mais baixo nesta sexta-feira (08), sendo cotado em R$ 3,70 para venda. A moeda não sofria queda representativa desde 2008, quando fechou 7,74% mais baixo. Contudo, apesar da baixa nesta semana em 1,6%, a moeda apresenta aumento de 11,83% no ano. A queda ocorreu após anúncio do […]

Egina Becker Publicado em 09/06/2018, às 10h39 - Atualizado às 13h07

Queda do dólar (Jose Luis Gonzalez/Reuters)
Queda do dólar (Jose Luis Gonzalez/Reuters) - Queda do dólar (Jose Luis Gonzalez/Reuters)

Após três altas seguidas, o dólar fechou 5,6% mais baixo nesta sexta-feira (08), sendo cotado em R$ 3,70 para venda. A moeda não sofria queda representativa desde 2008, quando fechou 7,74% mais baixo. Contudo, apesar da baixa nesta semana em 1,6%, a moeda apresenta aumento de 11,83% no ano.

A queda ocorreu após anúncio do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, confirmando o reforço à atuação no mercado com a oferta de R$ 20 bilhões adicionais em swaps cambiais, referentes à venda do dólar futuramente. Além disso, disse que fará leilões de linha ou venda de dólares da reserva no mercado à vista.

Causa da variação pelas Eleições presidenciais

Na quinta-feira (07), o dólar havia fechado em R$ 3,92, maior valor desde 2016, marcando mudanças de forma bastante acelerada. A agitação do mercado acontece devido as eleições presidenciais que se aproximam, uma vez que os investidores se preocupam com os gastos públicos, principalmente com a possibilidade de vitória dos candidatos Ciro Gomes (PDT) ou Jair Bolsonaro (PSL), que representam a polarização de esquerda e direita exaltada no país.

Raphael Figueiredo, sócio-analista da Eleven Financial, se manifestou sobre a eleição afetar o mercado financeiro. “O projeto econômico do Bolsonaro ainda não está claro para os investidores. Já Ciro é um desenvolvimentista, que pode ampliar o gasto público e, com isso, agravar ainda mais o déficit fiscal”, afirmou.

Greve dos caminhoneiros

A insegurança financeira também ganhou força com a greve dos caminhoneiros devido aos impactos percebidos pelo mercado, principalmente com relação aos preços dos combustíveis. Para o economista José Francisco de Lima Gonçalves, o tema gerou uma série de inconclusões.

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