Cotidiano / Economia

Ceasa continua desabastecida e tomate está quatro vezes mais caro

De acordo com a gerência de abastecimento da central, apenas 7 caminhões fizeram entregas na unidade - todos de fornecedores de Mato Grosso do Sul.

Guilherme Cavalcante Publicado em 29/05/2018, às 11h08 - Atualizado às 12h15

Ceasa ainda sofre com desabastecimento e produtos "de fora" sofrem aumento (Foto: Arquivo Midiamax)
Ceasa ainda sofre com desabastecimento e produtos "de fora" sofrem aumento (Foto: Arquivo Midiamax) - Ceasa ainda sofre com desabastecimento e produtos "de fora" sofrem aumento (Foto: Arquivo Midiamax)

A Ceasa (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) de Campo Grande continua a sofrer com desabastecimento nesta terça-feira (29), nono dia da greve dos caminhoneiros. De acordo com a gerência de abastecimento da central, apenas 7 caminhões fizeram entregas na unidade – todos de fornecedores de Mato Grosso do Sul.

Na prática, isso significa que os itens que são produzidos em outros Estados, como a batata e o tomate, enfrentam grande variação de preços. A saca de 50 kg da batata, por exemplo, tem sido negociada entre R$ 250 e R$ 300. O tomate longa vida, cuja maior parte da produção vem de São Paulo, tem a caixa de 25 kg custando entre R$ 100 e R$ 120.

Já a cebola sofreu queda de 13,33%, sendo encontrada a R$ 65 a saca de 20kg – a redução no preço se explica porque ontem uma grande carga do produto conseguiu chegar até a central de distribuição. A laranja Beira Rio, que também é produzida fora de MS, segue no estoque mínimo e a saca de 25 kg varia de R$ 35 a R$ 50.

Em termos gerais, portanto, a Ceasa tem trabalhado com estoque mínimo desde o fim de semana. “Não há falta de produtos, mas temos operado sempre com o mínimo. Não sabemos como serão os próximos dias, explica Fernando Higa, que atual na gerência de abastecimento da Ceasa.

Jornal Midiamax