Cotidiano / Economia

Sem decoração, comércio aposta nas compras de última hora para as mães

Procura ainda está abaixo das expectativas

Ana Paula Chuva Publicado em 06/05/2017, às 15h07

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Procura ainda está abaixo das expectativas

Uma semana antes do Dia das Mães, comemorado no próximo domingo (14 de maio),  as fachadas do comércio da Capital não mostram muito otimismo para a data, que de acordo com alguns lojistas seria o ‘primeiro Natal’ do ano para o setor, pois, historicamente, só perde em vendas para as festas de fim de ano. Mas no interior das lojas, a conversa é outra, a expectativa é que próximo à data as vendas aumentem.

Para Mayson Ponce, 31 anos, gerente da Passaletti Modas, a expectativa é grande pois a data é de grande importância. A opção da empresa, segundo ele, foi apostar na divulgação da coleção outono/inverno e fugir da fachada óbvia do Dia das Mães.

“Os lojistas apostam na divulgação da data, nós quisemos fugir do comum nessa época e apostamos na coleção, mas o estoque para o público feminino está abastecido para atender a data e a procura. É uma data que vende bastante, é o nosso ‘primeiro dezembro’. Investimos em promoções e divulgação nas redes sociais da loja”, disse.

O gerente da Seller Magazine, Aderson Oliveira de Souza, 55 anos, afirma que por enquanto a procura está abaixo do esperado, mas que brasileiro “deixa para última hora” então a expectativa é de que aumente durante a semana.

“Está calmo ainda. Bem abaixo da expectativa, mas a procura sempre aumenta mesmo na última semana, principalmente faltando poucos dias para a data. A gente investiu na fachada, nas promoções, no estoque e estamos esperando o maior movimento agora na semana que entra”, contou.

Pesquisa Fecomércio

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Fecomércio-MS, feita em parceria com o Sebrae-MS, aponta que o consumidor está procurando não só por preço bom, mas qualidade no produto e no atendimento na hora de finalizar a compara para o Dia das Mães.

De acordo com a pesquisa, o comércio de MS receberá um subsidio de R$ 70 milhões para o período, 13% a mais que em 2016. E que a média de gasto do cidadão aumentou cerca de R$5 reais, se comparado ao ano anterior.

O instituto está otimista para a data. “Estamos com expectativas mais otimistas, como aquelas refletidas no Índice de Confiança do Empresário do Comércio, o ICEC, que neste ano tem alcançado patamares elevados. Isso demonstra indícios de uma possível recuperação da economia. Diante dessas tendências, tanto para o Dia das Mães, quanto do ICEC, pode haver repercussões sobre a geração de empregos”, explica Edilson Araújo, presidente do Sistema Fecomércio-MS.

Jornal Midiamax