Cotidiano / Economia

Blairo e Azambuja criticam ‘Carne Fraca’ e pregam união para recuperar mercado

"Vamos ter de começar tudo de novo", diz ministro

Midiamax Publicado em 30/03/2017, às 19h56

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"Vamos ter de começar tudo de novo", diz ministro

União. Foi a palavra usada tanto pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, quanto pelo governador de Mato Grosso do Sul, para definir o que o setor produtivo precisa neste momento se quiser recuperar a confiança do mercado mundial em relação à carne produzida pelo Brasil. Ambos os políticos voltaram a repetir o tom de crítica negativa à Operação "Carne Fraca",  responsável pela crise vivida no setor, depois de colocar em xeque um dos principais produtos brasileiros, durante evento na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande.

O minitro Maggi, embora tenha dito que não tem nada contra a operação e que a PF está "fazendo o trabalho dela", afirmou que os reflexos da ação "jogaram no lixo" o trabalho de anos para conquistar clientes externos, em razão do que chamou de "comunicação errada". "Nós mesmos, internamente, fizemos essa barbaridade", declarou.

Segundo ele, hoje o Brasil tem 7% do mercado de alimentação no mundo. A meta, informa, é chegar a 10%, o que vai exigir um trabalho ainda maior agora, diante dos estragos feitos na imagem dos produtos brasileiros após a divulgação das investigações da PF em 21 frigoríficos, entre eles dois grupos gigantescos, com atuação no mundo todo, o JBS, dono das marcas Friboi e Seara, e a BRF, proprietária da Sadia e da Perdigão, entre outras.

Produtor rural de alto escalão no Mato Grosso, estado que já governou, Blairro Maggi defendeu o setor agropecuário do País como um dos mais modernos do mundo.Disse que o setor tem vantagens em relação a outros países por adotar uma agricultura e pecuária "conscientes". "TEmos uma pecuária sustentável, nenhum país do mundo tem o que temos", discursou.

Ele citou como exemplo de produção consciente o fato de o Brasil ter, na legislação, o veto a atividades produtivas a menos de 30 metros de mananciais. Para ele,são os outros países que vão demorar muito para chegar onde o Brasil está.

Diante desse quadro, Blairo pregou a união de todos os integrantes da cadeia produtiva da carne para recuperar o status perdito. "Vamos ter que começar tudo de novo, fazer novamente todo o serviço, unir o setor, a indústria, os produtores, para começar novamente", sugeriu Blairo.

Governador

Na mesma linha, o governador Azambuja, que também é produtor rural, pregou união de classe, "para recuperar mercado e confiança. "Não temos carne fraca, temos a melhor carne do mundo, isso é atestado tanto pelos consumidores do País, quanto do mundo todo, temos que nos orgulhar da produção dessa proteína", defendeu o tucano.;

Reinaldo repetiu a afirmação feita logo após a Operação da Polícia Federal de que houve "pirotecnia" em todo das suspeitas levantadas pela investigação e que isso prejudicou bastante o mercado da carne.

Os discursos foram feitos em uma unidade da Embraba que faz pesquisa de ponta no desenvolvimento da pecuária nacional, durante solenidade de inauguração do Biopec, Laboratório Multiusuário de Biossegurança para a Pecuária da Embrapa Gado de Corte. A estrutura, segundo a estatal, permitirá pesquisas avançadas com agentes de alto risco como o vírus da febre aftosa, influenza aviária e suína, vírus da raiva, herpesvírus bovino e bactérias responsáveis por doenças como a brucelose ou botulismo, entre outros.

O titular do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o governador têm, ainda, uma agenda à noite nesta quinta-feira (30), a abertura da edição de número 79 das Expogrnde, considerada uma das maiores feiras agropecuárias do País. A feira vai de hoje até o dia 30 de abril.

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