Cotidiano / Economia

Sem gado para abate devido à entressafra, frigoríficos demitem 200 empregados em MS

Mesmo com período de entressafra, setor está otimista

Midiamax Publicado em 05/08/2016, às 16h49

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Mesmo com período de entressafra, setor está otimista

Com falta de gado para abate, pequenos frigoríficos de Campo Grande e região demitiram esta semana cerca de 200 trabalhadores. De acordo com o presidente do STIAA (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Campo Grande), Rinaldo Salomão, as compras dos frigoríficos são para o mercado futuro, já que é período de entressafra.

Os números devem colocar o setor de agronegócio na contramão da trajetória vista em meses anteriores. O ramo costuma liderar o saldo de contratação no Estado. Apenas em julho foram criados 600 postos de trabalhos. 

A explicação agora é que o fazendeiro deixa de vender para o frigorífico, ficando na espera das chuvas para a engorda do boi. “Até lá, lamentavelmente temos esse quadro que poderia ser evitado se houvesse uma intervenção do governo em apoiar também os pequenos frigoríficos que abatem mais para o consumo interno”, explica Rinaldo.

“Nosso sindicato, com sede em Campo Grande, efetuou esta semana em torno de 200 homologações trabalhistas. Lamentamos isso nesse período de crise econômica nacional, onde o desemprego já ultrapassa 12 milhões de trabalhadores”, afirmou Rinaldo.

Sem gado para abate devido à entressafra, frigoríficos demitem 200 empregados em MSDourados, Ponta Porã, Corumbá, Caarapó, Amambay, Iguatemi, Nioaque e Porto Murtinho e Campo Grande trabalham hoje com produção de carne em baixa ou frigoríficos já fechados.

Otimismo

Apesar desse atual quadro de queda na oferta de gado para abate, nesse período de entressafra, Rinaldo Salomão se diz otimista com o futuro da carne em Mato Grosso do Sul. Ele acredita que pelo menos 13 frigoríficos do Estado que estão fechados ou operando com baixíssima produção, vão voltar ainda neste semestre a abater.

A medida tomada pela EU (União Europeia), que decidiu, em junho deste ano, ampliar para todo Mato Grosso do Sul, a partir de 1º de julho, a área autorizada para exportar carne bovina in natura para os países do bloco econômico, vai começar a apresentar resultados positivos em termos de emprego e renda no MS, afirma Rinaldo.

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