Cotidiano / Economia

“Importância do vazio sanitário já foi assimilada em MS”, diz presidente da Aprosul

Estratégia tem como objetivo reduzir o inoculo do fungo 

Midiamax Publicado em 22/06/2016, às 17h25

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Estratégia tem como objetivo reduzir o inoculo do fungo 

A proibição do plantio de soja no período 90 dias, adotado em Mato Grosso do Sul, outros 11 estados e Distrito Federal, é o conhecido vazio sanitário. A medida é essencial no combate à ferrugem asiática, um dos principais problemas da sojicultora no País. Para prevenir, controlar e auxiliar na erradicação da doença – que é provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi – durante o vazio sanitário, os produtores, além de não cultivarem o grão, devem eliminar a planta voluntária conhecida também como tiguera (plantas originárias dos grãos caídos no solo durante a colheita).

A estratégia tem como objetivo reduzir o inoculo do fungo durante a entressafra por meio da ausência do hospedeiro, atrasando o surgimento das primeiras ocorrências de ferrugem na safra, diminuindo a possibilidade de ocorrência da doença no período vegetativo e, consequentemente, podendo reduzir o número de aplicações de fungicidas.

O presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso do Sul (APROSUL), Carmélio Romano Roos, avaliou durante o lançamento da campanha Plantando com Responsabilidade se Colhe com Qualidade, realizada pelo Governo do Estado, que a medida é prática indispensável e que sua importância já está devidamente assimilada pelos produtores do Estado.

“Não só a busca pela preservação dos produtos que ainda apresentam eficiência, mas a ausência de registro de novas moléculas para os próximos 10 anos foram motivadores dessa decisão e a discussão deve ecoar inclusive junto ao Ministério da Agricultura já que a preocupação é de todos os Estados produtores da leguminosa”, declarou Roos.

Ao participar do lançamento da campanha, Carmélio comentou ainda sobre a recente decisão da agência de defesa do Estado do Paraná que restringiu o comércio de 66 agrotóxicos disponíveis no mercado para o combate da ferrugem asiática da soja, que apresentaram eficiência abaixo da média.

Doença

Considerada uma das doenças mais severas que incidem na soja, a ferrugem asiática pode ocorrer em qualquer estádio fenológico da cultura. O principal dano ocasionado pela ferrugem é a desfolha precoce, que impede a completa formação dos grãos, com consequente redução da produtividade. Os primeiros sintomas da ferrugem se iniciam pelo terço inferior da planta e aparecem como minúsculas pontuações (no máximo 01 mm de diâmetro) mais escuras que o tecido sadio da folha, com coloração esverdeada a cinza-esverdeada.

A confirmação da ferrugem é feita pela constatação, no verso da folha de saliências semelhantes a pequenas feridas ou bolhas, que correspondem às estruturas de reprodução do fungo (urédias). Essa observação é facilitada com a utilização de uma lupa de 20 a 30 aumentos, ou sob um microscópio estereoscópico. Com o passar do tempo, as folhas infectadas pelo fungo tornam-se amarelas e caem.

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