Cotidiano / Economia

Dia das Mães: lojas sem decoração são a cara da crise e do pessimismo

Segundo CDL, expectativa é de vendas mais baixas

Midiamax Publicado em 10/04/2016, às 11h31

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Segundo CDL, expectativa é de vendas mais baixas

A expectativa para as vendas no Dia das Mães deste ano não é nada animadora. Quem andou pelas ruas do Centro de Campo Grande já percebeu que os lojistas ainda não investiram em decoração. É que com a crise econômica, os lojistas não estão confiantes e esperam queda em relação ao ano passado. 

“Com certeza a expectativa é de vendas mais baixas que no ano passado. Os investimentos estão retraídos em consequência das previsões de vendas abaixo do histórico de anos anteriores. Motivo pelo qual não vemos movimento de um marketing mais agressivo”, disse o presidente da CDL/CG (Câmara de Dirigentes Lojistas), Hermas Renan Rodrigues.

Segundo a gerente de loja de roupas, Katiusce Peixoto, o comércio esse ano está complicado. “Ainda não está tendo procura, está bem calmo. Se continuar do jeito que está por agora, as vendas vão ser de 10% a 15% menor. Esperamos que esfrie, porque assim o pessoal sai para comprar”. Katiusce cita que a empresa ainda não fez estoque para a data.

Dia das Mães: lojas sem decoração são a cara da crise e do pessimismoO cenário vai de encontro com o que relatou o presidente da CDL. De acordo com Hermas, a população e os lojistas estão receosos. “Os empresários reduziram estoques. O índice de confiança dos consumidores e também dos empresários está muito baixo, como nunca esteve antes”, cita.

Mas, como a ‘esperança nunca morre’, comerciantes aguardam vendas melhores. “Em março, as vendas não foram boas, mas abril começou bem. Nós esperamos que as vendas para o Dia das Mães seja melhor que dezembro, que foi um mês que atingimos o que esperávamos”, disse a responsável pelo administrativo de uma loja de roupas do centro, Meire Vania.

Saindo às compras

Hermas ressalta que em razão da fraca economia, é o momento de compras com melhores condições de preços e prazos para os consumidores. “Os empresários reduzirão margem de lucro para atrair e motivar o consumo”, disse ele.

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