Cotidiano / Economia

MS criou só 534 empregos em maio, mas resultado é bom, diz ministro

No País, houve saldo negativo de 155,5 mil vagas no período

Thatiana Melo Publicado em 19/06/2015, às 16h04

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No País, houve saldo negativo de 155,5 mil vagas no período

Na contramão da redução dos postos de trabalho no país, que fechou com saldo negativo de 155.599 postos de trabalho fechados em maio, Mato Grosso do Sul ficou entre as quatro unidades da federação com saldo positivo de emprego formal. Criou 534 vagas no mês passado, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (19), na Capital, pelo ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias.

“Mato Grosso do Sul foi um dos Estados que mais ofereceu emprego, que mais cresceu no Brasil”, afirmou o ministro. Em agenda na Capital, ele fez a divulgação dos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), e disse que o Brasil vive dificuldades, mas no decorrer deste ano o país deve recuperar a capacidade de investimento.

“Cinco novas montadoras devem se instalar no país este ano, com investimentos de R$ 10 bilhões”, fala o ministro. Em relação ao setor que mais demitiu a construção civil, que fechou com saldo negativo de -29.795, Dias foi enfático ao afirmar que no segundo semestre o setor volta a crescer. “Teremos investimentos de R$ 20 bilhões, com a construção de mais de 100 mil casas populares”, fala.

Ainda em relação à queda na geração de emprego Dias afirmou que na próxima semana deverá ser montado um Comitê Interministerial para a discussão do processo de modernização do parque industrial brasileiro. “Precisamos atacar a qualidade profissional para criar competitividade”, ressalta.

De acordo com os dados dos oito setores da atividade econômica apenas a agricultura teve desempenho positivo com a geração de mais de 28.362 postos de trabalho, os setores com maiores perdas foram indústria de transformação com -60.989, seguida pelo setor de setor de serviços com -32.602 e a construção civil com -29.795.

Segundo Manoel Dias, a crise pela qual o país passa é política e não econômica, que acaba influenciando na economia brasileira. “As pessoas deixam de comprar casas, carros e os empresários de investir”, explica. Mas, crise que deve ser superada no segundo semestre com investimentos em diversas áreas, como mobilidade urbana, construção de moradias e saneamento, com aporte financeiro de cerca de R$ 150 bilhões. “Sou otimista e o segundo semestre será melhor para o país”, finalizou Dias.

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