Cotidiano / Economia

Em 1º pregão de 2015, dólar sobe mais de 1% ante o real

Após redução  do Banco Central, dólar sobe mais de 1% ante o real no primeiro pregão de 2015

Midiamax Publicado em 02/01/2015, às 22h24

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Após redução  do Banco Central, dólar sobe mais de 1% ante o real no primeiro pregão de 2015

O dólar subiu mais de 1 por cento ante o real nesta sexta-feira, primeiro pregão de 2015, após o Banco Central reduzir pela metade suas intervenções diárias no câmbio e acompanhando a valorização da divisa dos Estados Unidos no exterior.

A moeda norte-americana fechou em alta de 1,27 por cento, a 2,6925 reais na venda, após encerrar 2014 a 2,6587 reais, com valorização de quase 13 por cento, no quarto avanço anual consecutivo. Na máxima desta sessão, a divisa chegou a 2,7090 reais.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,5 bilhão de dólares.

“A mudança no programa do BC deixa claro que, com o câmbio nesses níveis, ele não vai brigar para fazer o dólar cair”, disse o superintendente de câmbio da corretora TOV, Reginaldo Siaca.

Na terça-feira, o BC anunciou que continuará intervindo no câmbio pelo menos até 31 de março, mas reduziu pela metade a oferta diária de swaps cambiais para 2 mil contratos, equivalentes a 100 milhões de dólares, ante oferta de 4 mil contratos no ano passado. A autoridade monetária também ressaltou que poderá “realizar operações adicionais de venda de dólares através dos instrumentos ao seu alcance”.

Analistas do JPMorgan esperam que o dólar suba a 3 reais até dezembro deste ano, dado a redução da oferta diária de swaps e o compromisso firme do BC de manter as intervenções até o fim do primeiro trimestre, e não até o fim do primeiro semestre.

“Tomamos isso como um sinal sugerindo a intenção de eventualmente cessar a oferta diária de swaps”, escreveram os analistas Diego Pereira, Cassiana Fernandes e Vinicius Moreira em relatório.

Na Europa, a ansiedade com a política norte-americana somou-se à crescente expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) irá adotar novas medidas de estímulo, o que levou o euro à mínima em quatro anos e meio em relação à moeda norte-americana.

Jornal Midiamax