Cotidiano / Economia

Dólar sobe e chega a R$ 3,80, de olho em cenário político

O dólar anulou a queda e passou a operar em alta 

Diego Alves Publicado em 27/11/2015, às 22h34

None
images.jpg

O dólar anulou a queda e passou a operar em alta 

O dólar anulou a queda e passou a operar em alta nesta sexta-feira (27), novamente pressionado pelas incertezas políticas no Brasil em um movimento acentuado pelo baixo volume de negócios após o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos .

Às 16h25, o dólar subia 1,58%, a R$ 3,8055 na venda, após cair 0,11% na véspera. O volume de negócios era limitado nesta sessão assim como no dia anterior, já que o mercado norte-americano funciona em horário reduzido nesta sexta-feira após o feriado do Dia de Ação de Graças.

Na máxima da sessão, a moeda chegou a subir a R$ 3,7996 e caiu a R$ 3,7165 na mínima. Veja a cotação ao longo do dia:

Às 9h10, alta de 0,44%, a R$ 3,763.

Às 9h50, alta de 0,29%, a R$ 3,7574.

Às 10h19, alta de 0,21%, a R$ 3,7546.

Às 11h49, queda de 0,272%, a R$ 3,7363.

Às 13h27, queda de 0,07%, a R$ 3,7437.

Às 14h35, alta de 0,61%, a R$ 3,7694.

Às 15h, alta de 0,77%, a R$ 3,7752.

Às 15h30, alta de 0,78%, a R$ 3,7757.

Às 16h, alta de 1,3%, a R$ 3,7950.

Nesta tarde, novas notícias voltaram a assustar os investidores. A preocupação com a votação da meta de primário do Brasil em 2015, marcada para a noite de terça-feira, levou a presidente Dilma Rousseff a encurtar sua viagem ao exterior, segundo afirmou uma fonte à Reuters.

Investidores continuavam adotando cautela após a prisão do ex-líder do governo no Senado Federal, Delcídio do Amaral (PT-MS), nesta semana. O governo vem se mobilizando para tentar evitar que o acontecimento impeça a aprovação da nova meta fiscal, que deve ser votada em sessão do Congresso Nacional na terça-feira.

Na quarta-feira, a prisão de Delcídio alimentou preocupações com a possibilidade de o governo enfrentar novas dificuldades para aprovar medidas de ajuste fiscal no Congresso, mas essa apreensão perdeu um pouco de força e o mercado teve um dia de mais tranquilidade na sessão passada e até esta tarde.

"O mercado quer ter certeza de que o Congresso vai colaborar com o governo na medida do possível. Por enquanto, ainda há dúvidas", disse o operador de uma corretora internacional, sob condição de anonimato.

Na véspera, o dólar recuou 0,11%, a R$ 3,7465 para venda, após ter avançado 1,26% na véspera. Na semana, o dólar acumula alta de 1,34%. No mês, a divisa ainda tem alta de 3,01%. No ano, a valorização é de 40,9%.

O Banco Central fez nesta manhã o último leilão de rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro, com oferta de até 12.120 contratos, que equivalem a venda futura de dólares. Ao todo, rolou 97% do volume total. O próximo lote de swaps que vence em janeiro equivale a US$ 10,694 bilhões.

Jornal Midiamax