Começou a valer nesta quarta-feira (1º) a retomada de cobranças de impostos federais sobre o preço da gasolina e o valor começa a subir em Campo Grande. No início da tarde, o litro da gasolina já era encontrado a R$ 5,39 em posto da Capital.
Até a noite de terça-feira (28), o preço médio do litro da gasolina era de R$ 4,80 em Campo Grande. À noite, consumidores fizeram filas em postos para abastecer antes do aumento, que só chegou às bombas no fim da manhã.
Em um posto de combustível da avenida Ceará, o preço do litro da gasolina passou de R$ 4,99 para R$ 5,39. Em outro na Mata do Jacinto, o valor ficou em R$ 4,99 após o aumento.
A alta ainda foi amenizada por redução de R$ 0,09 no preço da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras, que também passou a valer a partir desta quarta-feira (1º).
Entretanto, nesta quarta-feira ainda é possível encontrar postos vendendo o combustível pelo preço antigo. Em posto Taurus da Avenida Costa e Silva, por exemplo, o litro da gasolina é vendido a R$ 4,79. Na Spipe Calarge, a reportagem também encontrou gasolina ainda vendida por R$ 4,80.

Aumento de impostos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu pelo retorno da cobrança de 75% de tributos federais sobre a gasolina e de 21% sobre etanol.
Além disso, o Governo Federal também decidiu pelo retorno de 21% dos tributos sobre o etanol, gerando um aumento de R$ 0,06 no litro em Mato Grosso do Sul.
MS segura ICMS em 17%
Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB) disse que quer manter em 17% o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da gasolina no Estado após o retorno da cobrança de impostos federais nesta quarta-feira (1º).
“O Estado vai manter o posicionamento da alíquota de 17% do índice, que é a melhor alíquota do Brasil. Caso a gente entenda que consegue manter o orçamento dentro do planejamento de crescimento do Estado, vai possibilitar a diminuição e manutenção do tributo baixo. Sem perder a capacidade de investimento e entrega”, afirmou.
No início da tarde desta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que 24 estados já aceitaram proposta de compensação do governo federal para repor as perdas alegadas pelos governadores com a diminuição da cobrança do imposto estadual sobre combustíveis.