Campo Grande completa um ano de implantação da conexão 5G, nesta terça-feira (19). A quinta geração das redes móveis promete internet mais rápida e estabilidade na conexão. 

No período de 12 meses, a Capital ampliou a cobertura além da região central para bairros mais distantes, como Moreninhas, Jardim Los Angeles, São Conrado, Tijuca, Universitário, Vila Nasser, Vila Nova Campo Grande, Santo Amaro, Jardim Noroeste e Nova Lima.

Para ter acesso à rede 5G, é preciso ter um smartphone e chips que sejam compatíveis com a tecnologia. 

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) possui uma lista de aparelhos que são certificados e homologados para as redes de telecomunicações 5G. 

Neste grupo de aparelhos, há modelos de diversas marcas e preços, como Redmi Note 12 PRO, Galaxy S21 Ultra G, iPhone 12 Pro Max, entre outros. Para conferir a lista completa, clique aqui.

5G promete conexão mais rápida. (Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax)

Quanto custa celular com 5G em Campo Grande?

Nas lojas de Campo Grande, os aparelhos compatíveis com a tecnologia 5G variam de R$ 1,2 mil até R$ 8,8 mil. 

Na A67 Imports, na Rua 14 de Julho, o celular mais barato com 5G trata-se de um Poco X5, que custa R$ 1,4 mil, enquanto o aparelho mais caro é um iPhone 14 Pro Max e sai por R$ 7,9 mil. 

O gerente Hugo Artheman, de 25 anos, afirma que os aparelhos mais baratos são os que têm mais saída, mas há vários perfis de clientes e a venda depende das características que o celular oferece, como câmera e processador. 

Ingrid Silva detalha smartphones com 5G. (Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax)

Contudo, ele pondera que a saída por enquanto ainda é maior por aparelhos de tecnologia 5G por causa da baixa cobertura na cidade.

Já na loja Gazin, na Rua 14 de Julho, os smartphones com a nova rede tem tido boa saída entre os mais jovens e mais velhos. A vendedora de telefonia Ingrid Silva detalha que há celulares para diferentes bolsos. 

“Mas isso não significa que nem sempre todo mundo compra, como o 5G tem um valor mais acima, então às vezes os clientes optam pelos mais em conta, até porque a rede não funciona em todo Estado”, ela explica. 

Os modelos de menor valor tratam-se de um Samsung A14 e o Motorola G53, que saem por R$ 1,4 mil. Já o mais caro é o iPhone 14 Pro Max, que custa R$ 8,8 mil. 

Contudo, há também aparelhos avançados mais baratos, como o Smartphone Motorola Razr, na faixa de R$ 4 a R$ 6 mil.

Já nas Casas Bahia, na Rua Dom Aquino, os aparelhos mais baratos são o Samsung A14 por R$ 1,2 mil e o Motorola G53 a R$ 1,4 mil. Já o celular mais caro é o iPhone 13, de 128 GB, por R$ 5,2 mil. 

O vendedor Gilson Silva aponta que esses smartphones têm boa saída. “A maioria dos clientes busca 5G, sai mais que os convencionais, ainda mais por causa da forma de pagamento, dá mais facilidades para o cliente”, ele explica.

Celulares com 5G podem ser parcelados em 24x. (Alicce Rodrigues, Jornal Midiamax)

Gilson aponta que 80% dos clientes que buscam essa tecnologia já chegam à loja sabendo qual aparelho buscam. 

“Na maioria das vezes, as pessoas já vem sabendo que o celular não é somente para a rede. Ele deixa o celular mais rápido, ágil, ele tem uma resposta mais rápida em questão de internet e velocidade”, detalha o vendedor. 

5G instável no centro

A implantação da tecnologia 5G em Campo Grande já completa um ano e, apesar da promessa de internet mais rápida e estável, os usuários relatam uma conexão instável no centro. 

O gerente Hugo Artheman, da A67 Imports, abre o jogo com os clientes e explica como funciona a cobertura do 5G em Campo Grande.

“Na verdade, o que a gente passa para o cliente, até mesmo porque a gente usa o aparelho 5G, é que ela é mais na área central, e é bem relativo. Nos celulares 5G, a gente percebe que perde um pouco a qualidade da conexão. A gente estranha porque quando a gente está dentro ou fora da loja ela oscila bastante”, ele diz.

O homem explica que é comum a rede oscilar entre 4G e 5G. Contudo, esse cenário não é compartilhado só por Campo Grande. 

Um piloto de avião de Porto Alegre (RS), que está de passagem por Mato Grosso do Sul, e que não quis se identificar, contou que é comum que o 5G oscile em outras capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro. 

“Precisa melhorar muito. Não fica o 5G o tempo todo. Ele oscila, fica alternando automaticamente com o 4G”, ele aponta.