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Consumidor

Reajuste de 18,16% da Energisa começa a valer e MS passa a ter a 3ª tarifa mais cara do país

Consumidores da Energisa começam a pagar mais caro na conta de luz em MS
Gabriel Maymone -
conta de luz energia energisa
Conta de luz em Mato Grosso do Sul (Foto: Nathalia Alcântara / Midiamax)

O reajuste de 18,16% na tarifa das contas da Energisa começa a ser aplicado a partir deste sábado (16) para mais de 1 milhão de clientes em 74 cidades de Mato Grosso do Sul, que passa a contar com a 3ª energia mais cara do país. O percentual foi solicitado pela concessionária e homologado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na terça-feira (12).

Apesar do alto percentual que pressiona ainda mais o custo de vida do sul-mato-grossense, a realidade financeira da Energisa é bem diferente. Conforme reportagem do Jornal Midiamax, a empresa goza de boa saúde financeira e fechou o ano de 2021 com lucro líquido de R$ 3,1 bilhões.

No começo do ano passado, em plena pandemia, a Energisa lucrou R$ 873,3 milhões só no primeiro trimestre — um crescimento de 50,1%. Já no segundo trimestre, esse mesmo lucro foi de R$ 749 milhões e no terceiro trimestre aumentou para R$ 863,9 milhões. As despesas operacionais da empresa estão cada vez menores, assim como a dívida líquida, enquanto a conta de luz aumenta.

Energisa MS tem 3ª energia mais cara do país

Para os consumidores de baixa tensão, como residenciais, o impacto será de 17,93%. Para consumidores de alta tensão (indústria) o efeito é de 18,81% e para o consumidor rural o maior impacto: 25%. Os novos valores entram em vigor neste sábado, 16 de abril, junto da vigência da bandeira verde (que não traz adicional à tarifa).

Segundo a presidente do Concen-MS (Conselho de Consumidores das Áreas de Concessão da Energisa em Mato Grosso do Sul), Rosimeire Costa, a base da tarifa até agora custa R$ 69,00 a cada 100 kWh consumido de baixa tensão. Agora, com reajuste, será de R$ 81,20 a cada 100 kWh.

“A gente vive em um monopólio natural e espera do governo que, para os  próximos anos, tenhamos um modelo do Setor Elétrico mais aderente ao consumidor. Somos 84 milhões no País, um orçamento magnânimo. Ninguém no Setor Elétrico está perdendo dinheiro, mas quem está pagando na ponta é o consumidor. Serviços essenciais como energia elétrica e água precisam do princípio basilar da modicidade tarifária”, defendeu Rosimeire Costa.

Rosimeire destacou ainda que a extensão territorial da área de concessão, com poucos condôminos, se traduz em efeitos insuportáveis a todos. “Por isso preciso consumir com consciência”, conclui. 

Volta da CPI da Energisa

O deputado estadual (PRTB) anunciou que vai reabrir a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra a Energisa e pedir a reavaliação do valor a ser aplicado nas faturas dos sul-mato-grossenses. 

Relator da CPI em 2019, o parlamentar destacou que o novo aumento autorizado pela Aneel é ‘absurdo’, principalmente durante o processo de recuperação econômica que Mato Grosso do Sul vem presenciando. 

“Estamos enfrentando todos os obstáculos impostos para tentar barrar a CPI, mas está suspensa até o dia 2 e com retorno vamos voltar a debater os serviços prestados pela concessionária Energisa. Acabamos de sair de uma pandemia mundial, que deixou reflexos econômicos que ainda estão atingindo nossa economia, trazendo aumento de inflação e outros graves problemas que afetam diretamente o orçamento familiar, então nada justifica esse aumento”, pontuou.

Antes mesmo da reunião, o parlamentar havia protocolado uma indicação direcionada à Aneel pedindo a do anual e que a agência levasse em consideração a situação econômica nacional e regional de cada estado.

“Apresentei uma indicação solicitando que a Aneel junto ao Concen-MS que suspendesse quaisquer reajustes de tarifas referentes à energia elétrica, tendo em vista o processo de recuperação econômica gradual que o país enfrenta neste momento”, finalizou.

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