Cotidiano / Consumidor

Mesmo obrigados, bancos prejudicam consumidores com espera superior a 2 horas e longas filas, diz MPMS

Cinco agências foram autuadas em ação entre o Ministério Público e Procon

Renan Nucci Publicado em 18/06/2021, às 13h29

Imagem divulgada pelo MPMS mostra fila em agência do Bradesco de Campo Grande
Imagem divulgada pelo MPMS mostra fila em agência do Bradesco de Campo Grande - Divulgação

Após enxurrada de denúncias, o Procon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor em Mato Grosso do Sul) e o MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) autuaram cinco agências bancárias por várias irregularidades no atendimento em Campo Grande. Entre as principais, destaca-se a espera de aproximadamente duas horas apenas para retirada da senha de acesso.

O trabalho de fiscalização foi realizado entre os dias 7, 8 e 9 de junho em várias instituições financeiras. De acordo com o MPMS, as agências prejudicam os consumidores com tal descaso, mesmo após decisões judiciais que as obrigam a melhorar as condições de atendimento.

Entre as cinco unidades autuadas constam duas do Bradesco (das Avenidas Afonso Pena, nº 1.826, e Bandeirantes nº 1.150), ambas com alta reincidência em irregularidades e denúncias, duas do Banco do Brasil (da Avenida Afonso Pena, nº 2.202, também com alta reincidência em irregularidades e reclamações, e da Rua Maracaju, nº 1.564, com índice menor), e o Banco Santander (Rua Barão do Rio Branco, nº 1.390).

Segundo o MPMS, as reclamações têm crescido desde 2006, quando à época houve decisão judicial favorável aos consumidores, referente ao tempo de espera.  Na ocasião, foi fixada multa irrisória, no valor de R$ 50,00 por pessoa, para o caso de descumprimento. Posteriormente, a requerimento da 25ª Promotoria de Justiça, houve o aumento da multa para o valor de R$ 1.000,00, estando os autos atualmente em grau de recurso no Superior Tribunal de Justiça.

No entanto, isso não foi o suficiente para uma mudança de postura dos bancos. Entre as principais irregularidades constatadas na atual fiscalização, encontram-se o excesso de  espera de até duas horas para a retirada de senhas, as quais somente são entregues quando da entrada na agência; mau  atendimento por funcionários, muitas  vezes sem qualquer cortesia  em relação às pessoas que aguardavam, mesmo  estas sendo  idosas, com crianças ao colo ou com alguma deficiência.

Há também aglomeração e formação de filas para o fornecimento de senhas e triagem de atendimento que afrontam as medidas de biossegurança exigidas para conter a pandemia da covid-19. “As equipes do MPMS e do Procon/MS entrevistaram vários consumidores que expressaram suas insatisfações com os serviços prestados. Diante dos fatos, o MPMS vai analisar todas as irregularidades apontadas também pelo Procon/MS e adotar as medidas cabíveis”, disse o MPMS em nota.

Jornal Midiamax