Cotidiano / Consumidor

Procon-MS encontra ‘show de irregularidades’ em supermercado reincidente da região central

Uma fiscalização do Proncon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) motivada por denúncias de consumidores na última semana, em Campo Grande, encontrou um “show de irregularidades” na unidade do Extra Hipermercados localizada na região central da cidade. No local, além de preços divergentes na gôndola e no caixa, a fiscalização também localizou vários itens […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 22/06/2020, às 10h34 - Atualizado às 18h42

(Foto: Ilustrativa/Arquivo)
(Foto: Ilustrativa/Arquivo) - (Foto: Ilustrativa/Arquivo)

Uma fiscalização do Proncon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) motivada por denúncias de consumidores na última semana, em Campo Grande, encontrou um “show de irregularidades” na unidade do Extra Hipermercados localizada na região central da cidade.

No local, além de preços divergentes na gôndola e no caixa, a fiscalização também localizou vários itens armazenados de maneira inadequada, além de produtos com validade expiradas e, alguns deles, com indícios de adulterações nas etiquetas, caracterizando mudança da limite para consumo humano.

Em relação às divergências de preço, uma marca de lubrificante exposto na gôndola saia R$ 14,99. No caixa, porém, o produto estava registrado em R$ 28,99. O sal grosso também apresentou a mesma irregularidade, saindo a R$ 1,95 na gôndola e R$ 3,29 no caixa.

Itens perecíveis, tais como salmão em pedaços, cação em postas e filetado estavam armazenados em temperaturas bastante diferentes do recomendado pelos fornecedores – a ideal é de 18ºC negativos e o armazenamento era em 7,9ºC negativos e até a menos 1,6ºC. Somente nesse tipo de situação foram encontrados sete quilos de produtos.

Foram encontradas, também, embalagens de produtos diversos rompidas ou rasgadas, facilitando a proliferação de bactérias, tais como costelas bovina e suína, bistecas bovina e suína e cupim bovino, totalizando cerca de 15kg. Em vários desses produtos, além da questão das embalagens que os torna impróprios, havia adulteração de etiquetas como o indício de remarcação para atualizar o prazo de validade.

No estabelecimento comercial verificou-se, também a utilização de itens com validade expirada para a fabricação produtos para comercialização interna, a exemplo de pastéis e outros vendidos na padaria ou lanchonete, além de lombo e paleta suínos. Também impróprios ao consumo por apresentarem fungos no interior das embalagens a fiscalização encontrou 22 quilos e 365 gramas de diferentes queijos.

Todos os produtos inadequados ao consumo foram recolhidos, descartados e danificados de maneira a não terem condições de voltar à exposição para vendas. O estabelecimento foi autuado e terá prazo para se defender da aplicação de multas.

Jornal Midiamax