Dados da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) apontam que Mato Grosso do Sul deve produzir 14,6 milhões de toneladas de soja nesta nova safra.
O titular da Semadesc, Jaime Verruck, estima que a área cultivada nesta safra de soja será de 4,5 milhões de hectares, um aumento de 6,8% em relação à última produção.
“O que chama a atenção é a produtividade estimada, que, apesar dos problemas climáticos, foi revisada de 51,7 sacas para 54,4 sacas por hectare, resultando em uma produção esperada de 14,686 milhões de toneladas”, observa Verruck.
Os técnicos basearam essa perspectiva na amostragem de 10,7% da área estimada. Esse volume supera em 5% a produtividade inicial, que era de 13,9 milhões de toneladas.
Verruck ressalta que os dados finais da safra ainda poderão sofrer mudanças. “A área, produtividade e produção ainda serão confirmadas no estado, pois estamos apenas no início da amostragem. Mesmo assim, a revisão dos dados mostrou sinais mais favoráveis em relação à safra de soja”, explica.
Registros do Siga-MS, indicam que até 28 de março, a colheita da safra de soja 2024/2025 alcançava 93% da área acompanhada no Estado.
Conforme as informações, a região sul estava com a colheita mais avançada, com média de 94,8%. Já a região centro somava 92%, e o norte com 87,5% de média. A área colhida até a data, era de aproximadamente 4,1 milhões de hectares.
Produção de Milho
Assim como a produção de soja, que deve superar a última colheita, o cultivo de milho também deve crescer em relação à última safra. A expectativa é que a área cultivada alcance 2,103 milhões de hectares, com uma produção de 10,199 milhões de toneladas.
Esse volume representa um aumento de 11,4% em comparação com a última colheita. O Siga-MS (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio), ferramenta da Semadesc em parceria com a Aprosoja-MS e o Sistema Famasul, revisou os dados.
O levantamento utiliza informações de empresas de assistência técnica, produtores, sindicatos rurais e empresas privadas. Os especialistas consideram fatores como estágios fenológicos, condições das lavouras, operações realizadas no momento, produtividade, produção, área cultivada, além de aspectos climáticos e econômicos.