Os integrantes do Movimento Popular de Luta (MPL) desmontaram o acampamento que mantinham em Campo Grande após a promessa de que uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria agendada.
O compromisso foi assumido pela deputada federal Camila Jara (PT-MS) e pelo diretor do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Paulo Roberto da Silva, que garantiram que o encontro ocorrerá depois do dia 10 de abril.
A mobilização desta segunda-feira (24) reuniu cerca de 600 famílias e contou com protestos em diversas cidades do estado, incluindo bloqueios na BR-163, em Naviraí, e na MS-395, entre Anaurilândia e Bataguassu.
Em Campo Grande, os manifestantes percorreram 5 km entre a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a sede do Incra. Após a reunião, todos os pontos de interdição nas estradas também foram liberados.
O MPL reivindica principalmente o assentamento das famílias acampadas e mais investimentos para a reforma agrária. Segundo Claudinei Monteiro, líder do movimento, a manifestação foi motivada pela necessidade de avanço nas negociações e pela urgência na destinação de terras para os trabalhadores rurais.
Pautas da movimentação
Entre os principais pontos defendidos pelo MPL estão: o assentamento das famílias acampadas no estado e o agendamento de reunião com o presidente Lula para tratar de investimentos na reforma agrária. Além disso, eles se manifestam contra a possibilidade de anistia a políticos e agentes públicos do governo Bolsonaro e, ainda, em apoio a políticas para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, especialmente nas periferias.
Durante a mobilização, os manifestantes negociaram diretamente com Camila Jara e Paulinho, que se comprometeram a garantir a agenda com o governo federal.
Para Claudinei Monteiro, a promessa representa uma conquista importante, mas o movimento segue em estado de atenção. “Consideramos que o objetivo do ato de hoje foi alcançado, mas seguimos acompanhando de perto o cumprimento dos compromissos assumidos”, afirmou o líder do MPL.
A reforma agrária em Mato Grosso do Sul, segundo ele, enfrenta dificuldades históricas, agravadas pelos governos anteriores. “Durante os anos Temer e Bolsonaro, o Ministério do Desenvolvimento Agrário foi extinto e o Incra perdeu estrutura. Agora, a retomada das políticas de obtenção de terras é fundamental para reverter esse cenário”, destacou Monteiro.
O MPL está presente em seis municípios do estado – Naviraí, Mundo Novo, Eldorado, Anaurilândia, Nova Alvorada e Campo Grande – e organiza famílias também na Bahia, São Paulo e Paraná.
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