A mobilização nacional ‘Breque dos Apps’, que reivindica melhores condições de trabalho para os entregadores de aplicativos, chega ao seu segundo dia em Campo Grande com uma adesão significativamente maior. Ontem, no primeiro dia de manifestação, cerca de 40 entregadores participaram do protesto.
Entretanto, a expectativa para hoje é de reunir mais de mil motoentregadores, segundo Eder Silva, um dos organizadores do movimento. Os trabalhadores se organizaram por meio de grupos em rede social, que contam com 636 participantes, mas a adesão tem crescido conforme a informação se dissemina entre a categoria.
Assim, a manifestação iniciou após as 17h30, com previsão de saída da Praça do Rádio Clube por volta das 19h30. Os entregadores planejam percorrer a Avenida Afonso Pena em motociata, passando pelo Círculo Militar e pelo Shopping campo Grande, retornando à Praça do Rádio.
Durante o trajeto, alguns participantes devem parar em estabelecimentos comerciais para dialogar com comerciantes e clientes, buscando apoio para suas reivindicações.
Entre as principais demandas da categoria estão:
- Aumento da taxa mínima de entrega de R$ 6,50 para R$ 10,00;
- Reajuste no valor pago por quilômetro percorrido, de R$ 1,50 para R$ 2,50;
- Fim da coleta dupla ou repasse integral da taxa adicional;
- Melhoria das condições de trabalho, incluindo redução do tempo de espera em restaurantes e ajuste na taxa de espera de R$ 0,10 para R$ 0,20 por minuto.
Os entregadores denunciam que, atualmente, quando aceitam uma entrega, as farmácias e restaurantes podem adicionar pedidos adicionais sem o devido repasse financeiro. O valor pago por essa “coleta dupla” é fixo em R$ 3,00, independentemente da distância percorrida. Segundo Eder Silva, isso faz com que, muitas vezes, entregadores precisem cruzar a cidade por um valor abaixo do que consideram justo.
A mobilização ocorre em diversas cidades do país, envolvendo entregadores dos principais aplicativos, como iFood, Uber Flash e 99 Entrega. Em Campo Grande, a manifestação conta com o acompanhamento da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), para minimizar impactos no trânsito.
Em nota, a Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia), que representa empresas como iFood, Uber e 99, afirmou respeitar o direito de manifestação e manter canais de diálogo abertos com os entregadores. A entidade também destacou seu apoio à regulamentação do trabalho intermediado por plataformas digitais, buscando garantir proteção social para os trabalhadores e segurança jurídica para as atividades desempenhadas.
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