Reunião realizada nesta terça-feira (25), entre o grupo que representa os professores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e a reitoria, em Campo Grande, deve definir o retorno e a reposição da aulas interrompidas durante a greve, que prosseguiu por 52 dias e foi encerrada no último domingo (23).

O encontro está marcado para esta tarde. Conforme a assessoria da Adufms (Associação dos Docentes da UFMS), após a reunião, a decisão será enviada para aprovação do Conselho Universitário.

Além dos docentes, a greve afetou cerca de 25 mil alunos nos câmpus de Campo Grande e outras 9 cidades: Aquidauana, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranhos, Ponta Porã e Três Lagoas. Até o momento não foi informado a quantidade de alunos que teve formatura adiada por conta do movimento.

Greve prosseguiu por 52 dias

(Foto: Ana Laura Menegat)

A greve na UFMS foi deflagrada dia 1º de maio de 2024. O encerramento aconteceu 52 dias depois, quando a categoria decidiu aceitar a proposta feita pelo Governo Federal que sugeriu reajuste linear de 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026.

O acordo ainda não foi firmado e deve ser assinado até quarta-feira (26), em Brasília – onde também está a presidenta da Adufms, Mariuza Guimarães.

Embora tenha aceitado a proposta, a categoria tinha outras reivindicações. Sobre a questão salarial, os professores da UFMS pediam 22,71%, em três parcelas anuais de 7,06% cada, começando em 2024, além de auxílios alimentação e creche. No entanto, o Governo manteve o reajuste zero para este ano.