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Cotidiano

Relatório da Agetran classifica conforto dos ônibus de Campo Grande como excelente

Diferente disso, STJ valida que Consórcio Guaicurus indenize população por serviço péssimo
Priscilla Peres -
frota
Horários podem ser consultados por plataformas on-line (Ana Laura Menegat, Midiamax)

Enquanto ação judicial cobra indenização de R$ 500 milhões do Consórcio Guaicurus pelo péssimo serviço prestado em Campo Grande, relatório da Agetran (Agência Municipal de Trânsito), publicado nesta quinta-feira (21), classifica o transporte público entre bom e excelente.

Relatório de Monitoramento dos Índices de Desempenho, com referência de agosto a outubro de 2024, analisou o serviço de transporte público realizado pelo Consórcio Guaicurus. Curiosamente, 6 de 11 índices receberam classificação máxima, enquanto os demais ficam entre ótimo e bom.

O relatório avaliou fatores como conforto, acessibilidade, eficiência, regularidades e pontualidade. Conforme os dados, o serviço do Consórcio Guaicurus é excelente para conforto, acessibilidade, pontualidade, qualidade da frota e pessoal a serviço.

Atinge nível ótimo em cobertura do sistema e manutenção da frota. Para a Agetran, o serviço é classificado como bom na regularidade das viagens, eficiência e cortesia na prestação.

Conforme a Agetran, o relatório é feito em cumprimento das obrigações estabelecidas no TAG (Termo de Ajustamento de Gestão) assinado, visando promover a eficiência, a segurança e a qualidade do serviço de transporte coletivo em Campo Grande.

Ação pede indenização milionária a empresários do ônibus

A ação cita relação de consumo entre o Consórcio Guaicurus e a população. Portanto, entende que os empresários de ônibus devem ressarcir a sociedade pela má prestação dos serviços de transporte coletivo.

No processo, a entidade também questiona o fato de, além de ser uma concessionária com contrato de R$ 3,4 bilhões, o Consórcio Guaicurus fatura com publicidade nos ônibus. Recentemente, o Jornal Midiamax revelou que somente este tipo de receita soma cerca de R$ 324 mil em um ano.

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Outro ponto questionado na ação é sobre a inconsistência no cálculo de formação das tarifas, apontando suposto enriquecimento ilícito do Consórcio Guaicurus.

Para isso, a associação anexou laudo técnico mostrando que detalhes omissos nas planilhas apresentadas pelo Consórcio superfaturam a tarifa, deixando-a em valor acima do que realmente deveria ser.

A frota composta por ônibus velhos também é apontada na ação como má prestação de serviço, já que, conforme noticiado até mesmo pelo Jornal Midiamax, o Consórcio Guaicurus descumpre contrato de concessão ao manter veículos com idade acima da estipulada. Isso acarreta prejuízos aos passageiros, como o caso recente em que o ‘Príncipe do Consórcio Guaicuru’, o motorista Weslei Conrado Moreli, que anunciou a demissão após relatar exaustão por conta das péssimas condições dos veículos e de trabalho.

No decorrer do processo, o Consórcio Guaicurus questionou a legitimidade da associação para ingressar com a ação, o que poderia anular todo o processo. A questão aguarda, agora, decisão do STJ para poder receber uma sentença.

Leia também – Ônibus a R$ 4,65: sucateamento, greve e serviço precário marcam aumento em Campo Grande

Consórcio Guaicurus fatura mais de R$ 195 milhões em um ano enquanto pede mais dinheiro do poder público

Apesar de oferecer serviço precário aos passageiros, com ônibus velhos e atrasos em linhas, o Consórcio Guaicurus obtém vantagens milionárias. Uma delas é o subsídio do poder público, que aumentou esse ano. O montante deve alcançar os R$ 31,5 milhões este ano.

Além disso, uma das maiores brigas dos empresários detentores de contrato de R$ 3.441.716.248,00 para explorar o transporte público de Campo Grande é o aumento da tarifa técnica, que está, atualmente, em R$ 5,95 para R$ 7,79. Esse é o valor que a concessionária quer que o município pague por usuário – feito por meio de subsídios.

Então, tabela da Agetran, de monitoramento da demanda transportada, aponta que são cerca de 2,3 milhões de bilhetes vendidos ao mês. Portanto, esse quantitativo rende uma média de R$ 163 milhões mensais ao Consórcio.

Além disso, ainda há receita com a subvenção, valor pago pelo município, que está na casa dos R$ 2,3 milhões mensais. Nesse sentido, outra fonte de renda das empresas de ônibus é o chamado busdoor, que é a publicidade veiculada nos ônibus. Essa forma de lucro gera pouco mais de R$ 23,1 mil ao mês e rendeu R$ 324,6 mil em um ano.

Diretor diz que só tira ônibus velhos das ruas se passe subir pela 2ª vez no ano

Os passageiros do transporte público de Campo Grande, que viram a tarifa subir de R$ 4,65 para R$ 4,75 em março deste ano, podem ter que amargar novo aumento ainda esse ano, se depender do Consórcio Guaicurus.

Essa é a condição imposta pelo diretor operacional da empresa, Paulo Vitor Brito de Oliveira, para que a concessionária retire de circulação ônibus velhos – com 12 anos de uso –, apesar de manter a frota renovada ser uma obrigação presente no contrato bilionário.

“A renovação da frota, que hoje o Consórcio está impedido de fazer, é pelo desequilíbrio econômico-financeiro do contrato”, disse ao Jornal Midiamax.

Questionado se ocorreria renovação da frota neste ano, o diretor do grupo respondeu que não há possibilidade de comprar novos veículos sem fazer o reajuste do valor que é repassado ao Consórcio Guaicurus. “A gente depende da implantação da tarifa técnica [de R$ 7,79]”, defendeu.

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