O desmatamento em Mato Grosso do Sul cresceu 68,5% em 2023 na comparação com 2022. Com isso, o Estado subiu três posições no ranking nacional de desmatamento, chegando a 8º em 2023. Os dados são do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, produzido pelo MapBiomas.

O relatório aponta que, em 2023, foram desmatados 82,6 mil hectares de Mato Grosso do Sul, a maior área dos últimos quatro anos. Deste total, 52% são de áreas localizadas no Pantanal e 47% no Cerrado, sendo que apenas 15,9 hectares tinham autorização ambiental para ocorrer.

Mato Grosso do Sul tem média de 9,4 hectares desmatados por hora e 226 hectares por dia. Os números alarmantes posicionam o Estado em 5° no ranking dos que mais desmatam. Do total desmatado no ano passado, 39 mil hectares são do Cerrado, 43 mil do Pantanal e 14 hectares de Mata Atlântica.

Maior desmatamento do Pantanal

Em 2023, Corumbá protagonizou o maior desmatamento do Pantanal, com área de 2.603 hectares. O documento afirma que, conforme informação do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de MS), a área onde ocorreu o desmatamento está autorizada por meio de da Autorização Ambiental (AA) n° 447/2021, que foi substituída pela AA n° 14/2022.

Desmatamento de área em Corumbá (Foto: MapBiomas)

Localizado na fronteira com a Bolívia e com a maior extensão territorial de Mato Grosso do Sul, Corumbá é o 5º município no ranking nacional dos que mais desmataram em 2023. É a primeira vez que um município localizado no Pantanal entra para o ranking, atualmente composto por maioria de cidades do Cerrado.

Os dados do MapBiomas apontam para desmatamento de 23 mil hectares em Corumbá em 2023, crescimento de 49% em relação à área desmatada em 2022. Corumbá tem média de 64 hectares desmatados por dia.

Desmatamentos no país

Dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, produzido pelo MapBiomas, mostram que Amazônia e Cerrado representaram mais de 85% da área total desmatada no país.

No Pantanal, houve aumento de 59,2% no desmatamento, assim como na área média dos alertas, com aumento de 35,9%, resultando em 158,2 ha de área média dos eventos de desmatamento (a maior entre os biomas).

O desmatamento por pressão da Agropecuária responde por mais de 97% de toda a perda de vegetação nativa no Brasil nos últimos cinco anos.