Mato Grosso do Sul acendeu o alerta para a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. De acordo com a SES (Secretaria Estadual de Saúde), 80% dos focos estão dentro das residências e a população precisa ficar atenta para eliminar a fonte do vetor das doenças.

Segundo o boletim epidemiológico sobre a quinta semana deste ano, com dados coletados até 3 de fevereiro, Mato Grosso do Sul tem mais de 2.058 casos prováveis para dengue – mais de 300 confirmados –, com uma morte em investigação, além de 652 casos prováveis de chikungunya – 27 deles confirmados.

“Em primeiro lugar nós precisamos informar a população que mais de 80% dos focos positivos estão nas residências. Caixa d’água, calhas, latinhas, lixo doméstico, oriento para que não deixando nenhum lugar com água acumulada. É muito importante que neste momento os moradores compreendam a necessidade e mantenham a casa livre de mosquito. Vamos eliminar toda a água parada, assim estaremos eliminando o mosquito e evitando a doença”, explicou o coordenador estadual de controle de vetores da SES, Mauro Lúcio Rosário.

O ciclo de reprodução do mosquito é rápido, de aproximadamente oito dias. A Coordenadoria Estadual de Proteção e realizou uma reunião, na última quarta-feira (7), com representantes dos órgãos estaduais e instituições parceiras. No encontro, foi tratado sobre o estado de alerta em saúde pública e a necessidade de às residências para garantir a eliminação dos criadouros.

São feitos trabalhos de de , bloqueio químico e educação ambiental. “Vamos trabalhar também com uma força tarefa em conjunto com o comitê composto por militares, , empresas, secretarias de Estado. É importante também enfatizar que se não tiver a participação da população, nós não vamos vencer esta guerra”, disse Rosário. 

Brasil

Dados do Ministério da Saúde, divulgados na quarta-feira (7), apontam que o Brasil contabiliza 392.724 casos prováveis e 54 mortes por dengue, neste ano. Outros 273 óbitos são investigados para saber se são decorrentes da doença. 

A projeção é que o Brasil possa somar mais de 4,1 milhões de casos em 2024, de acordo com informações da Agência Brasil.