A jovem indígena Taily , antropóloga e defensora da Terra e dos Direitos dos Povos Indígenas, está participando da 23ª Sessão do Fórum Permanente da ONU (Organização das Nações Unidas) para Questões Indígenas.

“Estou muito feliz de estar aqui trazendo e ecoando a voz do nosso povo, trazendo o nosso Pantanal; a importância de preservar o Pantanal, que muitas vezes é invisibilizado”, diz ao Jornal Midiamax.

O tema do evento deste ano é o “Reforçar o dos povos indígenas à autodeterminação no contexto da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas: enfatizando as vozes da indígena”.

“A gente precisa fortalecer as comunidades também os processos para que mais jovens possam estar aqui; que isso não seja um espaço para que um ou dois brasileiros venham, mas que a gente possa ter vários parentes participando aqui”, complementa Taily, que também faz parte do Conselho Internacional de Tratados Índios.

A advogada, ativista e consultora jurídica do Comitê Intertribal – Memória e Ciência (ITC), Tatiana Ujacow, também participa da sessão na ONU e ressalta a participação da juventude indígena. “É de uma importância muito grande sensibilizar as autoridades, que tem responsabilidade de implantar as políticas públicas que podem contemplar seus direitos que tanto foram vilipendiados e ameaçados”, explica ao Jornal Midiamax.

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Tatiana Ujacow em entrevista à TV ONU (Arquivo pessoal)

Ela ressalta que o jovem indígena atualmente está focado na construção do futuro. “Esse futuro para ele se vislumbra mais disso. Esse jovem quer formar parte das ações que conduzam até esse mundo; esse mundo onde a autodeterminação que está presente na declaração da ONU sobre os direitos dos povos indígenas possa realmente se efetivar na realidade”, ressalta.

A ativista e a também consultora jurídica do ITC, Samia Barbieri, concederam uma entrevista para a Rádio e TV ONU, que irá ser transmitida neste final de semana.

Desmatamento da Amazônia

Quem também participa da agenda é a equatoriana indígena e dirigente de Economia, Maria Joana Andrade Cerda, do povo Kichwa Serena. “Neste dia creio que é importante ressaltar e destacar a luta dos povos indígenas no Brasil e sobretudo a defesa de seus direitos e também a defesa dos direitos dos povos em isolamento e contato inicial”, diz.

Outro assunto muito tratado na ONU é o desmatamento da Amazônia, assunto debatido por Maria Joana. Segundo ela, o bioma vive uma forte crise devido à mineração artesanal, que está contaminando os rios.

“O mercúrio que emana para nossos rios está matando não só a vida dos peixes, mas também a vida dos seres humanos porque está nos contaminando aos poucos e acho importante destacar também que todo o desmatamento que acontece na Amazônia vai levar a um momento muito crítico do planeta. Porque se acaba a Amazônia, acaba a vida do planeta”, acrescenta.

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