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Cotidiano

Com casos de dengue em alta, autoridades alertam que ‘pior está por vir’ em Mato Grosso do Sul

Brasil enfrenta crise de dengue, mas pior período da doença no Estado começa em março
Priscilla Peres -
MS está em alerta para dengue. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)

Em todo o país, os casos de dengue não param de subir e preocupam população e autoridades. São mais de 550 mil casos confirmados e 94 mortes este ano, no Brasil, mas, apesar do cenário alarmante, Mato Grosso do Sul apresenta número de casos aquém do ano passado. Especialistas alertam que o pior está por vir.

Número de casos mais baixos que no mesmo período do ano passado em Mato Grosso do Sul, não significam que a situação é confortável. Na verdade, os números mostram que o pico de casos de dengue acontecem a partir de março no Estado. Dados de 2023, mostram alta significativa de casos a partir da semana 9 até a semana 20, ou seja, entre março e maio.

Médica infectologista, Mariana Croda explica que Mato Grosso do Sul está em fase de preparação para época de maior incidência da doença, que historicamente acontece a partir de março. Por enquanto, os dados estaduais de dengue não são alarmantes.

Painel Arboviroses, Ministério da Saúde

“A gente acredita que para combater a dengue precisamos de modalidades multimodais, e a vacina é mais uma arma que a gente tem. Na epidemia desse ano, a gente já deve conseguir sentir diferença com a vacinação, entretanto pega uma faixa etária que não é de maior risco, a gente continua muito preocupado com idosos, os extremos de idade, que são populações sob risco e sem proteção”, afirma a pesquisadora.

A secretária-adjunta de Saúde de MS, Christinne Maymone, explica que o Governo criou um comitê de enfrentamento contra a dengue e espera a adesão dos 79 municípios. “O momento agora é de vigilância, prevenção, controle, exatamente para a gente poder nos organizar e evitar internações e óbitos”, conta.

Mato Grosso do Sul tem 3 mortes suspeitas de dengue

O número de mortes investigadas por suspeita de dengue em Mato Grosso do Sul subiu de um para três no intervalo de seis dias. A quantidade de casos prováveis cresceu de 2.686 para 2.723 no mesmo período, o que representa alta de 1,37%. Os dados constam no Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde, com dados atualizados até a última sexta-feira (16). 

O índice de incidência da doença está em 98,8, número superior ao observado anteriormente em 97,4 na semana passada. 

Os casos prováveis são a soma de casos em investigação, casos confirmados e ignorados. Não são considerados os casos descartados. 

Dos mais de 2,7 mil casos prováveis de Mato Grosso do Sul, 748 (27,47%) são sobre casos confirmados. Os demais 1.975 (72,53%) são notificações em investigação ou ignorados.

80% dos focos de dengue estão dentro de casa

Mato Grosso do Sul acendeu o alerta para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. De acordo com a SES (Secretaria Estadual de Saúde), 80% dos focos estão dentro das residências e a população precisa ficar atenta para eliminar os focos do vetor das doenças.

“Em primeiro lugar nós precisamos informar a população que mais de 80% dos focos positivos estão nas residências. Caixa d’água, calhas, latinhas, lixo doméstico, oriento para que não deixem nenhum lugar com água acumulada. É muito importante que neste momento os moradores compreendam a necessidade e mantenham a casa livre de mosquito. Vamos eliminar toda a água parada, assim estaremos eliminando o mosquito e evitando a doença”, explicou o coordenador estadual de controle de vetores da SES, Mauro Lúcio Rosário.

O ciclo de reprodução do mosquito é rápido, de aproximadamente oito dias. A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil realizou uma reunião com representantes dos órgãos estaduais e instituições parceiras. No encontro, foi tratado sobre o estado de alerta em saúde pública e a necessidade de visita às residências para garantir a eliminação dos criadouros.

Vacina sozinha não faz milagre

A vacinação contra a dengue começou em todo o país, porém, apenas uma faixa etária será imunizada. A recomendação dos especialistas em saúde é de que os cuidados sejam integrados, incluindo vacina, ações do poder público e limpeza dos quintais domésticos.

Pesquisador em saúde pública da Fiocruz, Felipe Naveca explica que a vacina não é um milagre no combate contra a dengue. “Não temos vacina para todo mundo neste momento e por isso precisamos manter as medidas de controle do mosquito em casa, para que a gente trabalhe junto e tenha uma resposta integrada contra a dengue”, afirma.

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