Enquanto alguns estudantes se prepararam para o (Exame Nacional do Ensino Médio), outros começam na próxima segunda-feira (6) a avaliação do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), principal instrumento de análise da qualidade e da educação em escolas públicas e privadas, há 33 anos. Em , participam matriculados no 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio.

As escolas públicas participam de forma censitária, um tipo de mapeamento demográfico, enquanto as privadas de maneira amostral, que seria uma coleta de dados de investigação. As escolas participam desde que tenham, no mínimo, 10 estudantes matriculados nos anos avaliados. A portaria do Ministério da Educação também estabelece que escolas indígenas que não ministram a língua portuguesa como primeira língua não são inseridas no cronograma.

Os alunos serão avaliados em componentes curriculares de língua portuguesa e , de forma censitária. Uma amostra do 5º e 9º anos, selecionadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), participa em questões de ciências humanas e ciências da natureza.

As unidades devem preparar seus estudantes, no que tange à metodologia dos testes, que será aplicado por aplicador externo e aborda os temas referentes à aprendizagem na trajetória escolar até o ano que o estudante está cursando, como explica o secretário de Estado de Educação, Hélio Daher.

“A partir desses resultados, o Inep propicia ao Ministério da Educação, bem como às Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, a implantação e implementação de políticas públicas educacionais no país. O Saeb é aplicado por agente externo à escola, contratado pela equipe de coordenação de polos no estado, organizada pela Coordenação Estadual e instituição aplicadora, sendo esta em 2023, a Fundação Cesgranrio”, explica.

Quanto dura?

A prova do Saeb tem metodologia própria, diferente do Enem. Os alunos farão o exame na escola e no período em que estudam, de acordo com cada ano avaliado. Segundo a Semed (Secretaria Municipal de Educação), participam cerca de 11.096 estudantes do 2º ano, 9.489 do 5º ano e 5.204 do 9º ano, dados que se referem aos matriculados e frequentes até maio deste ano em escolas municipais de Campo Grande.

No município a prova acontece de formas diferentes:

  • Alunos do 2º ano farão provas de língua portuguesa e matemática do tipo amostral.
  • Do 5º ano na língua portuguesa e matemática para avaliação na cobertura censitária das escolas públicas e ciências da natureza e humanas.
  • Do 9º ano, língua portuguesa e matemática – com cobertura censitária das escolas públicas e ciências da natureza e humanas.

“Sobre a preparação, a equipe de professores lotada no Centro Municipal de Avaliação elaborou as questões de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências para o Simula Saeb, aplicado no 2º bimestre no mês de julho e no 3º bimestre no mês de setembro para os estudantes do 5º e 9º anos”, descreve a pasta.

Aluno preparado

O Inep definiu que a aplicação do Saeb acontece de 6 a 17 de novembro. Portanto, o gestor da unidade escolar deve preparar os alunos e familiares para o período do teste. O resultado do teste define um parâmetro da qualidade, a equidade e a eficiência da educação na região. É necessário, no mínimo, 80% da participação dos alunos em cada escola.

Mas, o estudante não precisa temer, pois para fazer “bonito” na avaliação, basta continuar frequentando as aulas, principalmente nas semanas de aplicação do Saeb, e colocar em prática os conhecimentos aprendidos na sua escola.

Desempenho educacional

Alunos de Mato Grosso do Sul não se distanciam na média nacional, apesar do novo panorama de pontos em 2021. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a aprendizagem de língua portuguesa de alunos do 5º ano caiu de 215 pontos, em 2019, para 208, em 2021, uma redução de 7 pontos. Em matemática, a queda foi de 11 pontos. A proficiência caiu de 228 pontos para 217, nesse mesmo período.

O balanço do Idep (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) indica que nos anos finais do ensino fundamental, com avaliações feitas a alunos do 9º ano, a proficiência caiu de 260 para 258 em língua portuguesa e de 263 para 256 em matemática. No ensino médio, a variação foi de 278 para 275 em português e de 277 para 270 em matemática.

Em 2015, alunos de escolas dos anos iniciais públicas marcaram 218,14 pontos em matemática e 208,60 em língua portuguesa. Já as privadas ficaram acima da média nacional, com 251,84 em matemática e 240,25 em português. As estaduais tiveram 221,74 pontos em matemática e 210,85 em português.

Nos anos finais do fundamental, estudantes de escolas particulares marcaram 304,93 pontos em matemática e 296,18 em português. Os alunos de escolas públicas pontuaram 261,27 em matemática e 260,47 em português.

Já no ensino médio, escolas privadas tiveram nota de 322,97 em matemática e 318,68 em português. As públicas marcaram 277,07 pontos em matemática e 280,28 em português.

Os dados atuais mostram que o desemprenho é bom no Estado. O balanço mostra que os alunos do segundo ano do ensino fundamental de Mato Grosso do Sul atingiram 724,8 pontos em proficiência em língua portuguesa, pouco abaixo da média nacional de 725,5 pontos. Já a proficiência média nacional em matemática para esse grupo de alunos foi de 741 pontos. Mato Grosso do Sul ficou acima da média nacional com 744,4.

Para a quinta série do ensino fundamental, os alunos do Estado marcaram 202,6 pontos em proficiência em língua portuguesa, abaixo da média nacional de 208. Já na disciplina de matemática, os estudantes sul-mato-grossenses marcaram 209 pontos, também abaixo da média brasileira desta edição em 217.

Os estudantes do nono ano do ensino fundamental marcaram 256,1 pontos em proficiência em língua portuguesa, também abaixo da média nacional de 258. Já em matemática o desempenho dos alunos foi melhor, com 256.3 pontos, contra 256 da média nacional.

A pesquisa também foi aplicada com os alunos do ensino médio. A proficiência dos estudantes de Mato Grosso do Sul em português (274) ficou abaixo da média nacional de 272,1. O desempenho em matemática foi melhor, com 272,1, contra 270 da média brasileira.

*Com Thalya Godoy.