A chuva acima da média registrada em 2023 em Campo Grande tem contribuído para o aparecimento de caramujos em terrenos baldios. O tempo úmido favorece a proliferação do animal, que pode transmitir doenças graves ao ser humano.

No bairro Portal do Panamá, leitor do Jornal Midiamax registrou dezenas de caramujos da Rua Jorge Evora Asencio. “Na rua toda é a primeira vez que vejo esse monte de caramujos pela rua, antes eles ficavam mais concentrados no terreno baldio”, disse.

Médica veterinária do Serviço de Controle da Raiva e outras Zoonoses do CCZ, Maria Aparecida Conche Cunha explica que o tempo úmido favorece a proliferação dos caramujos, principalmente em terrenos baldios, onde tem mato e lixo, que podem servir de alimento para esses animais.

Cuidados com os caramujos

É importante que a população não encoste nos animais se tiver desprotegido, sem luvas, por exemplo. “No dia a dia a população deve lavar bem frutas, verduras, não utilizar a concha desses animais para nenhum fim, manter o quintal limpo e não jogar lixo em terrenos baldios”.

Os caramujos maiores são africanos, espécie que foi introduzida no país na década de 1980. Por não serem nativos, não há predadores para o animal, que pode ser transmissor de duas graves zoonoses, causadas por vermes do mesmo gênero.

Uma delas é a meningite eosinofílica, causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis. Normalmente, ratos são o destino final do parasita, mas o homem pode se envolver acidentalmente neste ciclo. Devido ao difícil diagnóstico, a doença pode ser fatal.

Outra grave zoonose é a angiostrangilíase abdominal, causada pelo Angiostrongylus costaricensis. A doença costuma ser assintomática, mas, como os vermes se alojam nas paredes intestinais, podem causar a ruptura e, consequentemente, até mesmo o óbito das vítimas, dentre as quais estão humanos.

Como exterminar os caramujos

A médica veterinária Maria Aparecida Conche, do CCZ, explica que não há produto químico recomendado para limpar a área dos caramujos. Sendo que o ideal para se livrar dos animais, é pegar um por um, utilizando luvas e deixá-los por 24 horas em água sanitária com água.

Ela recomenda que a após as 24 horas de molho, o morador coloque os animais em um saco e deixe na lixeira para que a empresa responsável pela coleta de lixo recolha. “É a maneira mais eficiente, apesar de difícil”.

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