Mato Grosso do Sul enfrenta uma nova onda de calor extremo, com sensação térmica extrapolando os 40°C. O monitoramento anual revela que dezembro deve registrar o 6° mês consecutivo de recordes de calor no Estado, já que as chuvas ficam ligeiramente abaixo do normal.

O relatório do (Instituto Nacional de Meteorologia) mostra que 2023 marcou valores consideráveis em temperaturas. Apenas janeiro foi chuvoso e pontuou menor temperatura, comparando aos anos anteriores. Fevereiro e abril estão dentro do índice esperado para o período. Nos meses seguintes a faixa de calor evolui em todo o Estado.

Aumento de temperaturas no país

  • Janeiro -0,6°C
  • Fevereiro 0°C
  • Março 0,2°C
  • Abril 0°C
  • Maio 0,6°C
  • Junho 0,3°C
  • Julho 1,1°C
  • Agosto 1,4°C
  • Setembro 1,6°C
  • Outubro 1,2°C
  • Novembro 1,5°C

Já os recordes anuais no Estado foram registrados em agosto, quando alcançou 37,5°C. No dia 17 de outubro a cidade ultrapassou para 43,4°C, inclusive ocupando o pódio da cidade mais quente do país.

Setembro e outubro foram os meses mais quentes do ano. Água Clara ocupa o segundo lugar de município mais caloroso do período, com 42,2°C registrada no dia 23 de setembro. Em seguida está e com 42,1°C no dia 24 de setembro.

El Niño

O El Niño, fenômeno de aquecimento das águas do Oceano Pacífico, terá influência no aumento gradativo das temperaturas. As notícias não são boas para os próximos meses, já que o fenômeno ter pico de intensidade em dezembro e janeiro de 2024, com um verão ainda mais quente. A estação começa no dia 21 de dezembro.

Segundo o prognóstico do (Centro de Monitoramento do Tempo e do ) as chuvas serão abaixo da média. Normalmente, a média para o trimestre de janeiro a março varia de 500 a 700 milímetros de chuva acumulada, sendo de 400 a 500 mm na região sul, pantaneira e sudoeste. Os gráficos de referência mostram que o volume ficará ligeiramente abaixo da média histórica.

“A previsão para a temperatura do ar indica que [o trimestre] deve ficar acima do que é esperado, ou seja, um trimestre bem mais quente que o normal em Mato Grosso do Sul”, descreve o relatório.