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Cotidiano

Com surto de dengue em MS e chikungunya no Paraguai, escolas fazem campanha

Foco das campanhas é ensinar estudantes a terem cuidados em casa, onde está a maioria dos focos do mosquito Aedes aegypti
Thalya Godoy, Nathália Rabelo -
Alunos aprendem ações de combate ao mosquito-da-dengue. (Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax)

Com a alta de casos de em Mato Grosso do Sul, os alunos da rede estadual de ensino participam, durante uma semana, de uma campanha de conscientização de combate à doença. A campanha chamada de “Vença a Dengue Sem Zum Zum Zum” é promovida pela SED (Secretaria Estadual de Educação), em parceria com a SES (Secretaria Estadual de Saúde), em 348 instituições de ensino em todo Estado.

O lançamento da campanha, nesta terça-feira (25), recebeu o nome de “Dia ‘D’ da Dengue”. A solenidade aconteceu na Estadual Prof. Alberto Elpídio Ferreira Dias (Prof. Tito), no bairro Anache, na zona norte de Campo Grande. 

O último Boletim Epidemiológico da Dengue, elaborado pela SES, apontava que os casos confirmados da doença cresceram 14,32% no intervalo entre a 14ª e 15ª semana epidemiológica. Desde o começo do ano, Mato Grosso do Sul registrou 16 óbitos por dengue. 

Campanha é realizada em todas as escolas estaduais de MS. (Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax)

De acordo com o assessor militar da SES, coronel Marcelo Fraiha, as ações pedagógicas de conscientização acontecem há algum tempo e tem a finalidade de levar conhecimentos de combate à doença da escola para as casas, onde está a maioria dos focos do mosquito Aedes aegypti. “O objetivo é incentivar a população a colaborar”, afirmou. 

O coronel também explicou que a infectologista Mariana Croda está à disposição do Comitê Técnico de Combate às Arboviroses da SES e que a pasta conta com um canal de telessaúde para que os médicos nas unidades de saúde possam tirar dúvidas. Conforme Marcello Fraiha, foram investidos R$ 13 milhões para melhorar as salas de tratamento de atenção primária da saúde.

O diretor da escola estadual, Francisco Roger, explicou que os alunos trabalham em sala de aula o conhecimento para levar para as casas e para o bairro, com conversa com os moradores. “A ideia é compartilhar o conhecimento de dentro da escola para ajudar a comunidade”, afirma.

Adriana Dorpe. (Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax)

A escola estadual no Jardim Anache é cívico-militar e a coordenadora estadual dessas unidades de educação, Eliana Aparecida Prado Soares, explica que os frutos dessa campanha serão observados o ano todo. “São realizadas atividades, seminários, atividades práticas, criação de cartazes de conscientização e estudos sobre a proliferação dos mosquitos”, explica.

Já a superintendente de Políticas Educacionais da SED, Adriana Dorpe, que representou a pasta no evento, contou que foram enviados materiais para as escolas sugerindo que o tema da dengue poderia ser trabalhado de forma transversal nas salas de aula. 

“Isso aqui não é um trabalho só para esse período do ano, pode estar vinculado a várias matérias do currículo escolar e em épocas do ano”, diz. 

Chikungunya

De acordo com o coronel Marcello Fraiha, Mato Grosso do Sul enfrenta uma alta de casos de chikungunya, especialmente em Ponta Porã, que faz fronteira com o Paraguai. 

“Muitas pessoas que moram no Paraguai buscam as unidades de saúde no para o tratamento, isso está preocupando a situação do Estado e acende o alerta para que não haja um colapso de saúde pública na região”, explica o coronel. 

Os governos brasileiro e de Ponta Porã realizam campanhas para acabar com os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses como dengue, e chikungunya.

Campanha tem duração de uma semana. (Foto: Nathalia Alcântara/Jornal Midiamax)

A gerente de doenças endêmicas, Jéssica Klener, confirma a situação preocupante na região de fronteira. “Está tendo epidemia de Chikungunya no Paraguai, onde a população circula muito. Já tem uma circulação no estado, mas todo o foco é em Ponta Porã”, explica. 

Questionada sobre a vacina para a chikungunya, a gerente explicou que a SES aguarda a compra e envio das doses pelo Ministério da Saúde, o que ainda não tem previsão.

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