O Bioparque Pantanal, em Campo Grande, iniciou nesta semana o projeto “Biotátil”, um novo modelo de  que possibilita que pessoas cegas e de baixa visão conheçam por meio do tato, objetos que compõem a cenografia dos tanques, como pedras, areia, cascos, sementes e folhas. O espaço também conta com uma variedade de animais taxidermizados, como papagaio e jacaré.

O projeto está na terceira fase. Ao longo do processo de implementação, a direção do complexo ouviu entidades que representam esse público. O tablet com informações dos tanques em libras e audiodescrição é um exemplo do uso da tecnologia assistiva.

O espaço já conta com mais um intérprete de libras e aguarda a chegada de representações de peixes em 3D. “Eu que tenho baixa visão, tive a possibilidade de enxergar. Hoje temos pessoas que não têm nenhuma visão desde e pra elas é uma experiência fantástica, poder tocar em um animal e ver os detalhes, sentir uma semente. Pra quem viveu no campo é uma forma de reviver momentos, é tudo gratificante”, explicou a subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência, Telma Nantes de Matos.

Os animais taxidermizados que fazem parte do espaço foram cedidos pela PMA (Polícia Militar Ambiental). Segundo o tenente-coronel Ednilson Queiroz, responsável pela comunicação da PMA, a educação ambiental é atividade prioritária, que desta vez consegue atingir um público novo.

“Com isso você faz com os crimes e infrações ambientais sejam minimizados. Nós não tínhamos conseguido acessar esse público de inclusão, principalmente deficientes visuais, mas essa parceria nos possibilitou que pudéssemos contribuir com um projeto tão importante para a sociedade”, disse.