O peão Rodrigo Cardoso Campos completou uma semana hospitalizado após o ataque de uma onça-pintada no Pantanal de Mato Grosso do Sul, no dia 29 de julho. 

Ele passou o aniversário de 41 anos, no dia 1º, na Santa Casa de Corumbá, a 426 de Campo Grande, se recuperando dos ferimentos pelo corpo após o encontro com o felino na região dos Paiaguás. 

De acordo com o boletim médico, Rodrigo se recupera bem. Nesta quarta-feira (6), apresenta bom estado geral, sem queixas. 

O homem deve passar por uma cirurgia nesta quinta-feira (7), porém o boletim não informa a região do corpo em que será realizada a operação. 

Relembre o caso

Em vídeo publicado nas redes sociais, Rodrigo contou que arrumava a cerca de uma fazenda quando os cachorros começaram a latir.

“Aí fomos lá e demos de cara com a onça. Aí voltamos, corremos e ela me alcançou. Vi que ela alcançou e me pegou de frente. Aí meu companheiro voltou e conseguiu dar uma facada nela, daí ela foi embora para o mato de novo. Foi uma vitória que Deus me deu”, relembrou Rodrigo.

Rodrigo foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros no dia 29 de agosto, após ser atacado pelo felino. Ele foi encaminhado para a Santa Casa do município.

Segundo a corporação, ele estava consciente e orientado na sede da fazenda, porém, com diversos machucados. O homem tinha cortes na região da cabeça, em decorrência dos arranhões da onça, e fraturas nos dois braços, além de ferimentos por conta das mordidas.

O felino mordeu o celular do peão durante o ataque. A bateria do aparelho explodiu com a força da mordida e provocou queimaduras na coxa direita.

O que fazer se encontrar uma onça?

No caso dos pantaneiros e pantaneiras que vivem em áreas remotas e ficam mais expostos, é necessário evitar, ao máximo, o contato direto com os animais.

Confira as dicas do IHP (Instituto Homem Pantaneiro):

  • Verifique com pessoas que conhecem a região se há avistamentos recentes de onça-pintada ou onça-parda, em que locais eles ocorreram para se acender um alerta;
  • Procure não andar sozinho e, caso suspeitar de rastros que indiquem pegada de onça, faça barulho pelo caminho ou evite o trajeto;
  • Se encontrar carcaça de animal morto, evite chegar perto, principalmente se não houver urubus presentes no local;
  • Locais onde ocorrem a “ceva”, prática considerada crime pela legislação ambiental, devem ser evitados porque trazem grande risco de conflito com as onças, bem como denunciados à Polícia Militar Ambiental;
  • Verifique pelo caminho que estiver possíveis rastros que onças deixam, como pegadas, se há mais de uma pegada, sugerindo mais de um indivíduo no local, ou até fezes, e se esses detalhes sinalizam serem frescos ou antigos;
  • Caso encontrar com uma onça no trajeto, evite a aproximação e tente manter a maior distância possível até que o animal saia do contato visual;
  • Se você estiver frente a frente com uma onça, não se vire e não corra – esse comportamento remete a de uma presa;
  • Ainda no caso de estar frente a frente com uma onça, mantenha contato visual e procure distanciar-se andando para trás sem movimentos bruscos;
  • Onças com filhotes tendem a ser mais defensivas, o mesmo ocorre quando estão em período de acasalamento – andam em dupla;
  • Depois que a onça sair do contato visual, procure evitar o trajeto ou, se precisar seguir adiante, espere por um período médio para continuar o trajeto.