O Camelódromo de Campo Grande terá, no prazo de até 15 dias, um estacionamento para clientes. A obra, orçada em R$ 20 mil, será realizada em uma área pública localizada na avenida Doutor João Rosa Pires, a menos de uma quadra do centro de compras. A primeira hora de permanência de carros e motos no estacionamento será gratuita para clientes que comprarem no centro comercial.

A informação foi confirmada ao Jornal Midiamax pelo presidente da AVA (Associação dos Vendedores Ambulantes), Narciso Santos. O presidente explica que a prefeitura de Campo Grande autorizou a cedência da área, em formato de concessão, pelo período de dois anos.

Serão cerca de 80 vagas que devem estimular maior movimento de consumidores no espaço. “Estou há 22 anos no Camelódromo e há três gerenciando. Antes era mais fácil estacionar no centro e o comércio nos bairros não estava tão estruturado, as pessoas tinham que se deslocar. Hoje as pessoas podem comprar online no conforto da sua casa e a falta de vagas afugenta os clientes. A gente ter um local para o cliente estacionar e poder comprar com tranquilidade ajudará no aumento das vendas”, disse.

Local deve estar apto para uso em aproximadamente 15 dias
Narciso Santos é o presidente da AVA (Foto: Nathalia Alcântara / Jornal Midiamax)

As 80 vagas serão distribuídas ao longo do terreno, hoje ocupado por duas casas abandonadas e uma pequena banca de frutas. “Queremos começar a utilizar em cerca de 10 ou 15 dias. Se passar de 1 hora haverá um custo, mas a diretoria ainda vai decidir o valor. A intenção é trazer clientes, não será um estacionamento mensalista porque a intenção é que seja rotativo”, disse ele.

Obras em terreno surpreendeu vizinhos

O início das obras no terreno, que é público, gerou revolta em vizinhos do local. Tudo porque o vendedor da quitanda localizada há cerca de 40 anos no mesmo local imaginou que seria retirado do espaço.

No entanto, o presidente da associação dos vendedores explicou que a frutaria permanecerá no espaço. O que ocorreu até o momento é a emissão de uma ordem de despejo por parte do município para uma pessoa que tentava usucapião da área.

Estrutura antiga sendo demolida (Foto: Nathalia Alcântara / Jornal Midiamax)