Nesta terça-feira, dia 19 de setembro, Campo Grande completa 1 ano com a frequência 5G ativa na cidade. De lá para cá, além do aumento considerável no número de torres de conexão, mapa de conectividade revela descentralização do acesso, com redes disponíveis, inclusive, em bairros mais afastados, a exemplo das Moreninhas, Jardim Los Angeles, São Conrado, Tijuca, Universitário, Vila Nasser, Vila Nova Campo Grande, Santo Amaro, Jardim Noroeste e Nova Lima.

Nos últimos quatro meses de 2023, Campo Grande ampliou em 76 o número de antenas que abastecem o sinal de telefonia 5G na cidade. Conforme dados do Conexis Brasil Digital, entre os meses de maio e setembro o total de torres saltou de 105 para 181, um aumento de 72,3%.

Os números mostram ainda que é crescente a evolução do 5G na cidade. Em janeiro deste ano, o número de antenas era de apenas 91, o que reduzia apenas às principais ruas do Centro a possibilidade do sinal de internet mais rápido e moderno. 

Em Mato Grosso do Sul, as empresas Claro, Tim e Vivo mantêm 208 torres ativas em Campo Grande, Corumbá, Bonito, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Aquidauana e Paranaíba. A Claro lidera a lista com 90 estações, seguida da Tim com 67 e a Vivo com 51. 

Conforme último balanço do Ranking das Cidades Amigas do 5G, realizado entre os 155 maiores municípios brasileiros em população, em 2022 Campo Grande foi destaque na região Centro-Oeste ao ganhar 21 posições entre 2021 e o ano passado.

 “O desempenho é fruto da sanção da Lei Complementar nº 447, de 13/04/2022, que tornou a cidade menos restritiva e reduziu a burocracia”, aponta relatório. A lei citada, publicada pela Prefeitura, define legislação específica lista regras para uso da internet na cidade e implantação do 5G.

Atualmente, a Capital é a 32ª colocada no ranking geral dos municípios amigos do 5G. Entre as capitais, Campo Grande fica na 10ª posição. 

Exigências da Anatel para instalação da rede 5G no País

  • Em 27 de novembro de 2022: capitais e Distrito Federal com uma estação a cada 100 mil habitantes.
  • Após isso, em 31 de julho de 2023: capitais e Distrito Federal tendo com uma estação a cada 50 mil habitantes.
  • Logo depois, em 31 de julho de 2024: capitais e Distrito Federal tendo com uma estação a cada 30 mil habitantes.
  • Então, em 31 de julho de 2025: capitais e Distrito Federal e cidades com mais de 500 mil habitantes com uma estação a cada 10 mil habitantes.
  • Já em 31 de julho de 2026: cidades com mais de 200 mil habitantes com uma estação a cada 15 mil habitantes.
  • No dia 31 de julho de 2027: cidades com mais de 100 mil habitantes com uma estação a cada 15 mil habitantes.
  • Logo, em 31 de julho de 2028: pelo menos 50% das cidades com mais de 30 mil habitantes com uma estação a cada 15 mil habitantes.
  • Por fim, em 31 de julho de 2029: todas as cidades com mais de 30 mil habitantes com uma estação a cada 15 mil habitantes.

Celulares com a nova tecnologia

Para ter acesso ao 5G, são necessárias várias etapas. Depois da liberação do sinal pela Anatel, as operadoras precisam se preparar em termos de estrutura para receber e oferecer o sinal standalone.

Já o usuário precisa de um smartphone compatível com o 5G e um chip que também suporte a tecnologia.

A Anatel disponibiliza um painel de informações onde é possível consultar os smartphones 5G certificados e homologados.

A agência recomenda que antes de adquirir um celular, o cliente verifique o código de homologação estampado no chassi (ou no manual do produto) e consulte a sua operadora sobre a compatibilidade do produto à rede.

Ao conferir se o modelo do seu celular está na lista, é importante verificar se ele tem a operação SA, que significa compatível com o 5G Standalone.

Na lista dos compatíveis está, por exemplo, o Xiaomi 12, Motorola Edge 20, iPhone 13, Nokia G50 e Galaxy S21. Confira todos, clicando aqui.