Cotidiano

UEMS e Departamento de Agricultura dos EUA debatem pesquisas nas áreas de adubação e carbono neutro

Na ocasião, os pesquisadores alinharam debateram uso de diferentes resíduos agrícolas e industriais para a produção de fertilizantes

Lucas Mamédio Publicado em 02/01/2022, às 14h18

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(Foto: Divulgação)

Integrantes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) - Unidade Universitária de Mundo Novo se reuniram com pesquisadores do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) visando tratativas para formalizar parceria internacional entre as instituições de ambos os países no campo científico.

Realizada no dia 7 de dezembro, a reunião foi integrada pelos profs. Drs. Leandro Marciano Marra (gerente da Unidade de Mundo Novo), Tiago Zoz, Leandro Fleck, Selene Cristina de Pierri Castilho e Jean Sérgio Rosset (UEMS) e o Dr. Travis Witt, pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Pastagem, integrado ao Serviço de Pesquisa Agrícola Norte-Americano (USDA-ARS), sediado em El Reno, Oklahoma, USA.

Na ocasião, os pesquisadores alinharam a realização de um projeto de pesquisa de longo prazo que objetiva avaliar a viabilidade do uso de diferentes resíduos agrícolas e industriais para a produção de fertilizantes organominerais e seus efeitos na qualidade física, química e biológica do solo, na produtividade das culturas agrícolas, os impactos na emissão de gases de efeito estufa e a estocagem de carbono no solo (sequestro de carbono).

"A parceria será desenvolvida a longo prazo, e terá como objetivo a implantação de áreas experimentais em ambos os países. No Brasil, os experimentos serão instalados no Campus III da UEMS de Mundo Novo, em uma área que apresenta solo de textura arenosa, com condições de dois cultivos comerciais ao ano", informa Marra.

O gerente da UEMS/Mundo Novo explica que, caracterizada ainda por uma altitude média, de 270 metros, e um relevo moderadamente ondulado a ondulado, com declividade de 8 a 20%, nos Estados Unidos, os ensaios serão implantados no estado de Oklahoma, região de destaque na agricultura americana.

A temática do projeto está alinhada às principais políticas públicas estaduais para gestão ambiental, dentre as quais: a) O Plano Estado Carbono Neutro em 2030, apresentado pelo Estado de Mato Grosso do Sul na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26); b) Os resultados obtidos fornecerão ao Estado de Mato Grosso do Sul métricas que comprovem a adesão e comprometimento com às campanhas “Race to Zero” e “Under2° Coalition”, no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CQNUMC/UNFCCC), conforme previsto pelo Decreto n° 15.741, de 3 de agosto de 2021; c) a proposta está inserida e pode contribuir diretamente com a execução do Mapa Estratégico de Mato Grosso do Sul, que consiste em um Instrumento da Gestão que orienta a Gestão para Resultados no estado.

De acordo com o professor Dr. Tiago Zoz, “existe a preocupação de avaliar os efeitos da substituição dos fertilizantes minerais por fertilizantes organominerais, principalmente no que tange a melhoria da qualidade dos solos e o seu impacto na emissão de gases de efeito estufa”. Além disso, atualmente passamos por uma crise no fornecimento de fertilizantes minerais, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, o que torna mais interessante o estudo de fontes alternativas de fertilizantes em condições edafoclimáticas distintas” complementa Zoz.

Jornal Midiamax