Placa preta Mercosul: Contran regulamenta e vistorias podem ter preço aumentado em MS

Famosa placa preta, que identifica os carros com no mínimo 30 anos de fabricação, poderá voltar a ser utilizada no Brasil
| 02/06/2022
- 10:36
Placa preta Mercosul: Contran regulamenta e vistorias podem ter preço aumentado em MS
Evento de lançamento do novo modelo de placa preta no Paraná. - Foto: José Fernando Ogura/Governo do Paraná

Os colecionadores de carros antigos podem ficar felizes. A famosa placa preta, que identifica os carros com no mínimo 30 anos de fabricação, poderá voltar a ser utilizada no Brasil, agora no padrão Mercosul. A placa preta existe desde 1998 e havia se tornado objeto de desejo dos colecionadores de veículos antigos, porém com a adoção da placa no padrão Mercosul, a placa preta parou de valer, deixando os colecionadores frustrados e os carros antigos com a placa na cor cinza, padrão Mercosul comum. 

De acordo com o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande são registrados 194 veículos na categoria ‘colecionador’ e 121 no interior do Estado. A volta da placa preta está em debate desde 2016 e depois de muita reclamação, os fãs e colecionadores de carros antigos obtiveram recentemente uma vitória.

O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) aprovou a placa preta, agora, seguindo o padrão da placa Mercosul. A resolução, de número 957/2022, passou a valer no dia 1° de junho para carros com 30 anos ou mais de fabricação. Para ter direito à placa preta, além de mais de 30 anos, o veículo terá um atestado chamado de Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), que terá QR Code e validade de cinco anos. 

A resolução também estabelece regras rígidas para os clubes que serão responsáveis por vistoriar os veículos que pleiteiam a placa preta. Em Campo Grande, a expectativa é de aumento nas vistorias para certificação de que o veículo é um objeto de colecionador.

Cesar Leandro representa o Na Veia Car Club, clube de de Belo Horizonte, que tem vistoriadores credenciados em várias cidades do Brasil. No ano passado, ele conta que fez apenas quatro vistorias, pois os colecionadores deixaram de procurar o serviço. Com a mudança e possibilidade da placa preta, as vistorias devem aumentar, com mais colecionadores procurando a mudança para a placa preta. 

“Há uma mística da placa preta no antigo. A placa preta é um carro acima da média. Não é um carro velho, é um carro antigo”, comentou. “Eu represento um clube de Belo Horizonte, que tem vistoriadores credenciados em várias cidades do Brasil, visto que é proibido a certificação via digital. Só pode ser feita de forma presencial, embora alguns clubes vendam certificação pela Internet apenas com as fotos e dados fornecidos pelos proprietários”, alerta Cesar Leandro.

O modelo de coleção é classificado como ‘original’ ao atingir 80 pontos ou mais (em um total de 100 pontos) preservando “características de fabricação quanto à mecânica, carroceria, suspensão, aparência visual e estado de conservação, equipamentos de segurança, características de emissão de gases poluentes, ruído e demais itens condizentes com a tecnologia e cultura empregada à época de sua fabricação”, conforme descreve a resolução. Essas são as características avaliadas por uma entidade credenciada.

Os veículos de coleção são classificados em modificados, quando o veículo sofreu modificações, realizadas de acordo com regulamentação do e procedimentos estabelecidos pelo órgão máximo executivo de trânsito da União.

Leia a resolução Contran Nº 957, de 17 de Maio de 2022

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