Pagamento irregular do Auxílio Emergencial pode chegar a R$ 808 milhões, aponta CGU

Relatório aponta irregularidades na segunda rodada de pagamento, com valor de R$ 300,00
| 07/02/2022
- 11:43
Imagem ilustrativa
(Foto: Divulgação)

Segundo relatório feito pela CGU (Controladoria-Geral da União), pelo menos R$ 808,9 milhões foram pagos de forma irregular em 2020 pelo programa de proteção social — que vigorou por quatro meses em 2020 — no valor de R$ 300.

Num primeiro momento, o governo federal pagou Auxílio Emergencial no valor de R$ 600 mensais no início da pandemia de Covid, entre abril e agosto de 2020. Em seguida, prorrogou o benefício por quatro meses em valor menor, de R$ 300. E foi essa extensão que foi objeto de análise de uma  auditoria da CGU por meio de cruzamento de dados.

O relatório publicado em dezembro de 2021 aponta que, entre as irregularidades encontradas, havia:

- cerca de 15,7 mil pessoas com indicativo de óbito;

- mais de 38,2 mil presos em regime fechado;

- aproximadamente 16,7 mil residentes no exterior;

- quase 822 mil trabalhadores com vínculo formal de emprego;

- quase 240 mil famílias com renda mensal superior ao limite;

- cerca de 18 mil famílias com mais de um beneficiário;

- 75,6 mil pessoas que receberam mais parcelas do que o programa permitia;

- mais de 160,6 mil pessoas que recebiam um benefício do simultaneamente;

- 442,2 mil beneficiários que receberam o Bolsa Família ao mesmo tempo em valor acima do teto.

Resposta do Ministério da Cidadania:

Em resposta ao relatório da CGU, o Ministério da Cidadania afirmou que o método usado pela auditoria não considerou os benefícios que foram cancelados na revisão mensal ou em decorrência das recomendações dos órgãos de controle — como a própria CGU.

Ainda, a pasta alegou que houve “expressivo aumento” nos valores que foram devolvidos pelos beneficiários ou estornados por não terem sido movimentados no prazo dado pela lei.

Veja também

Os nomes dos concorrentes estão na edição do Diário Oficial de MS

Últimas notícias