No bairro Jardim Itália, em Campo Grande, os moradores são unânimes em pedir um radar ou quebra-molas na rua Itapeva para reduzir a velocidade dos motoristas, especialmente aos finais de semana em que o fluxo no trânsito é mais intenso. A rua, uma das principais da região, também corta os bairros Vila Popular e Jardim Aeroporto.
Na tarde do último domingo (21), um homem teve a perna esmagada por um carro enquanto estava em frente de casa na rua Itapeva, já no bairro Aeroporto, a uma quadra de distância do Jardim Itália. O motorista fugiu do local. Leia Araújo, que também mora na via, conta que o trecho precisa urgentemente de um quebra-molas. “Os motoqueiros passam por aqui correndo e empinando a moto”, relata a mulher.
Moradora do bairro desde que era um “brejo” há 30 anos, Zuma Mungum, de 83 anos, diz que entre as 17h e 19h e nos finais de semana a rua Itapeva “vira uma loucura” e pede urgentemente que seja colocado um redutor de velocidade no local próximo à rua Jorge Nachiro. “Já tivemos bastante acidentes por causa disso”, relembra. “Olha ali, não tem calçada para os estudantes andarem e eles vêm pelo asfalto mesmo”, acrescenta.
Animais também são vítimas
Parte da via fica entre dois trechos de reserva ambiental que abriga diversos animais, como capivaras, macacos, cotias e quatis, que também acabam sendo vítimas de acidentes. “Já pensei em colocar uma placa por causa dos animais. Quando passam com filhotes eu fico olhando e torcendo para que não atropelem os bichinhos”, teme Zuma.
Delosanto Flores, de 62 anos, é morador do Jardim Itália desde 1992 e lembra dos tempos em que não havia asfalto e nem esgoto na região, apontando trechos próximos em que tudo era brejo. “Aqui era uma buraqueira, mas hoje em dia a vila tá boa, graças a Deus, só precisa de uns reparinhos”, afirma. Na lista dos ajustes, ele junta-se ao coro dos demais moradores por um quebra-molas na rua Itapeva e relembra do acidente do último domingo (21).

Residente da rua William Maksoud, Delosanto afirma que o seu maior transtorno é o terreno abandonado em frente de casa, que não é limpo desde 2020. O homem teme dengue e animais peçonhentos. Segundo ele, já chegou a encontrar escorpião na residência.
“O dono do terreno é sempre notificado. Não era para estar essa árvore aqui, mas de tanto abandono, olha o tamanho da árvore, não tinha árvore antes. Aqui já era para ter feito casa, sem sujeira e iria até valorizar as casas próximas”, afirma o homem.
O Midiamax entrou em contato com a Prefeitura para perguntar sobre a sinalização de trânsito na região e o terreno abandonado. Em resposta, a Agetran informou que será enviada uma equipe ao local para fazer um estudo e, em conformidade com a viabilidade técnica, irá incluir na programação de atendimento a implantação da sinalização mais adequada para o local.